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quarta-feira, setembro 16, 2026

Maior deserto da Terra é gelado e fica na Antártica, não no Saara

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Quando se fala em deserto, a imagem mais comum é a de dunas de areia e calor intenso. Mas, do ponto de vista científico, essa ideia não corresponde totalmente à realidade. O maior deserto do planeta é, na verdade, a Antártica — uma região coberta por gelo, mas com níveis mínimos de precipitação.

A definição de deserto não está relacionada à temperatura, e sim à quantidade de chuva. Locais considerados desérticos são aqueles com baixíssima umidade e raras precipitações ao longo do ano — critérios que a Antártica cumpre com folga.

Segundo especialistas, o gelo presente no continente não indica um ambiente úmido. Trata-se de um acúmulo formado ao longo de milhares de anos, com reposição muito limitada de água. Ou seja, há grande volume de gelo, mas pouca entrada de nova umidade.

Por que quase não chove na Antártica

Três fatores principais explicam o clima extremamente seco da região:

  • Alta pressão atmosférica: o ar frio e denso desce constantemente, dificultando a formação de nuvens de chuva;
  • Temperaturas muito baixas: o ar gelado retém pouca umidade, reduzindo a possibilidade de precipitação;
  • Ventos catabáticos: correntes intensas de ar frio que “empurram” a umidade para fora do continente.

Esse conjunto de condições faz com que a Antártica tenha níveis de precipitação comparáveis — ou até inferiores — aos de desertos quentes.

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Gelo acumulado por milênios

Mesmo sendo extremamente seca, a região concentra enormes volumes de gelo porque a evaporação é mínima. Em algumas áreas, a camada de gelo pode ultrapassar quatro quilômetros de espessura, resultado de acúmulo ao longo de eras geológicas.

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Mudanças climáticas preocupam cientistas

O aquecimento global tem alterado esse equilíbrio. O aumento das temperaturas pode elevar a ocorrência de precipitações, mas também acelera o derretimento nas áreas costeiras.

Especialistas alertam que, atualmente, a perda de gelo nas bordas do continente pode estar superando o acúmulo no interior — um sinal de desequilíbrio que pode impactar o nível dos oceanos e o clima global.

Considerada peça-chave no sistema climático da Terra, a Antártica funciona como um regulador térmico do planeta. Alterações em seu comportamento têm efeitos que vão muito além da região polar, influenciando correntes marítimas e padrões climáticos em escala global.

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