Com bilhões de galáxias espalhadas pelo cosmos, astrônomos seguem ampliando os limites do que é possível observar. Estimativas indicam que o Universo visível pode abrigar mais de um trilhão desses sistemas — mas como encontrar objetos tão distantes?
A resposta está no uso de diferentes formas de luz. Cientistas não dependem apenas do que é visível ao olho humano: eles analisam o Universo em várias faixas do espectro eletromagnético, como ondas de rádio, infravermelho, ultravioleta e raios X. Cada tipo de radiação revela aspectos distintos das estruturas cósmicas.
O papel do “desvio para o vermelho”
Um dos principais fenômenos utilizados é o chamado redshift, ou desvio para o vermelho. À medida que o Universo se expande, a luz emitida por galáxias distantes se alonga, mudando para comprimentos de onda mais avermelhados.
Esse efeito funciona como uma espécie de “marcador de distância”. Quanto maior o desvio, mais longe — e mais antiga — é a galáxia observada. Telescópios como o James Webb Space Telescope são fundamentais nesse processo, já que conseguem captar radiações infravermelhas extremamente tênues.
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Olhar para o espaço é ver o passado
Observar o céu não significa ver o Universo como ele é hoje, mas como foi no passado. Isso acontece porque a luz leva tempo para viajar até a Terra.
Por exemplo, a luz do Sol demora cerca de oito minutos para chegar até nós. Já a de estrelas mais distantes pode levar anos — ou até bilhões de anos. Assim, ao observar galáxias muito distantes, os cientistas enxergam o Universo em fases extremamente antigas de sua história.
Como medir distâncias cósmicas
Para calcular essas distâncias gigantescas, os astrônomos utilizam diferentes métodos. Em regiões próximas, a técnica da paralaxe mede pequenas mudanças na posição aparente das estrelas.
Já para escalas maiores, entram em cena objetos conhecidos como “velas padrão”, como as estrelas Cefeidas e as supernovas do tipo Ia. Como seu brilho é conhecido, é possível estimar a distância com base na luminosidade observada.
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O que essas descobertas revelam
Cada nova galáxia identificada ajuda a entender como o Universo evoluiu desde o Big Bang. Observações recentes já permitiram detectar estruturas formadas poucos milhões de anos após esse evento inicial.
Esses avanços mostram como o cosmos passou de um ambiente simples, dominado por hidrogênio e hélio, para um sistema complexo, repleto de estrelas, planetas e elementos químicos diversos.
Ao ampliar a capacidade de observação, a ciência não apenas descobre novas galáxias — ela reconstrói a própria história do Universo.
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