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quarta-feira, setembro 16, 2026

Preços do petróleo caem com avanço de negociações entre EUA e Irã no Oriente Médio

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Visão por satélite do Estreito de Ormuz, rota vital para 20–30% do petróleo global (Foto: Instagram)

Os preços globais do petróleo estavam quase estáveis na manhã desta sexta-feira (10/4), perdendo força em comparação ao dia anterior e sendo negociados abaixo dos US$ 100.

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O progresso nas conversas entre Estados Unidos e Irã, visando o possível fim da guerra no Oriente Médio, trouxe um novo otimismo aos mercados, aliviando a pressão sobre a commodity e reduzindo as tensões do dia anterior, quando o Irã fechou novamente o Estreito de Ormuz.

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O Estreito de Ormuz, um canal marítimo estratégico entre o Irã e os Emirados Árabes Unidos, é considerado o "gargalo" mais crucial do mundo para a energia, pois concentra cerca de 20% a 30% do petróleo mundial e uma grande parte do gás natural liquefeito (GNL). O estreito é vital para a economia global.

Por volta das 8h10 (horário de Brasília), o contrato futuro para maio do barril de petróleo WTI (referência para o mercado dos EUA) caía 0,15%, sendo negociado a US$ 97,72. No mesmo horário, o contrato futuro para junho do petróleo tipo brent (referência para o mercado internacional) recuava 0,05%, cotado a US$ 95,87, quase estável. No dia anterior, o barril de petróleo WTI fechou em alta de 3,66%, a US$ 97,87, enquanto o brent subiu 1,23%, a US$ 95,92.

As negociações entre EUA e Irã, que ocorrem entre esta sexta-feira e sábado (11/4), estão sendo realizadas sob forte segurança em Islamabad, Paquistão, onde as autoridades decretaram feriado e esvaziaram as ruas para facilitar o encontro.

A capital do Paquistão se tornou o centro da diplomacia global, com delegações iniciando conversas diretas para tentar encerrar uma guerra que já causou milhares de mortes e impactos econômicos em escala global. Áreas estratégicas, como a Zona Vermelha, foram bloqueadas, e o Hotel Serena Islamabad foi reservado para o encontro, com hóspedes retirados e segurança reforçada.

A delegação americana é liderada pelo vice-presidente J.D. Vance, juntamente com Steve Witkoff e Jared Kushner. Do lado iraniano, estão presentes o chanceler Abbas Araghchi e o presidente do Parlamento, Mohammad Bagher Ghalibaf. A presença do vice de Donald Trump é vista como um sinal de maior disposição dos EUA para negociar, diante da desconfiança iraniana em relação a rodadas anteriores.

Na noite de quinta-feira, Donald Trump fez um alerta ao Irã após relatos de que o país estaria cobrando taxas de petroleiros no Estreito de Ormuz. "Há relatos de que o Irã está cobrando taxas de petroleiros que atravessam o Estreito de Ormuz. É melhor que não estejam fazendo isso e, se estiverem, é melhor que parem agora!", escreveu em publicação na Truth Social. Trump também criticou a atuação iraniana na região, sugerindo que Teerã não está cumprindo sua parte no acordo de cessar-fogo.

Ainda na quinta-feira, o presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que "o tempo está se esgotando" no contexto do frágil cessar-fogo no Oriente Médio e alertou para respostas "firmes" caso o acordo seja violado. Em mensagem nas redes sociais, Ghalibaf destacou que o Líbano é parte "inseparável" do cessar-fogo, alinhando-se à posição de Teerã de que o acordo inclui aliados regionais. O iraniano também avisou que violações terão "custos explícitos e respostas fortes", pedindo que os ataques cessem imediatamente.

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