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quarta-feira, setembro 16, 2026

Dólar cai para R$ 5,06, menor valor em dois anos, e Bolsa bate novos recordes

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Dólar recua a R$ 5,06 e Ibovespa bate novo recorde pelo segundo dia seguido (Foto: Instagram)

Os mercados de câmbio e ações voltaram a operar em alta nesta quinta-feira (9/4). Isso significa que, pela segunda vez consecutiva, o dólar registrou uma forte queda em relação ao real, enquanto o Ibovespa repetiu o desempenho da véspera, estabelecendo mais dois recordes (no fechamento e durante a sessão, conhecido como "intraday" no jargão do mercado).

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O dólar caiu 0,78%, sendo cotado a R$ 5,06. Esse foi o menor valor alcançado pela moeda americana desde maio de 2024, quase dois anos atrás.

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O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), encerrou o dia com alta de 1,52%, atingindo 195.129,25 pontos. Com isso, superou o recorde anterior de 192.201,16 pontos no fechamento. Durante a sessão, o índice alcançou 195.508,61 pontos, quebrando o recorde histórico de 193.759,02 pontos registrado no dia anterior.

Mais uma vez, o desempenho dos mercados foi impulsionado por um maior apetite por ativos de risco por parte dos investidores, à medida que avançam as negociações por um cessar-fogo no Oriente Médio. Além disso, foram divulgados nesta quinta-feira dados sobre a economia americana.

Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, avalia que a queda do dólar foi resultado de um ambiente externo menos problemático combinado com fatores domésticos favoráveis. No cenário internacional, segundo o analista, a moeda perdeu força após a divulgação de dados mistos sobre a economia dos EUA, com um PIB mais fraco e uma inflação em linha com as expectativas dos analistas de mercado.

“Mesmo em um ambiente de incerteza geopolítica e petróleo elevado (próximo de US$100), que teoricamente sustentariam o dólar, o mercado operou na direção oposta, refletindo o desmonte de posições defensivas”, afirma Shahini.

FLUXO ESTRANGEIRO
No Brasil, acrescenta o especialista, o movimento foi intensificado por um fluxo consistente de investimentos estrangeiros, direcionado à renda fixa e à Bolsa, sustentado pelo elevado diferencial de juros, mesmo diante da possibilidade de corte pelo Copom.

“O movimento, portanto, não foi pontual — refletiu a continuidade de fatores que já vinham operando a favor do real e ganharam força adicional com a perda de força do conflito geopolítico, reduzindo a demanda por ativos de proteção e liberando apetite por emergentes”, conclui Shahini.

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