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quarta-feira, setembro 16, 2026

Dólar atinge menor valor desde 2024 e Bolsa quebra dois recordes com trégua no Irã

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Dólar atinge mínima de R$ 5,10 e impulsiona Ibovespa a novo recorde (Foto: Instagram)

O dólar registrou uma queda acentuada de 1,01% frente ao real, sendo cotado a R$ 5,10 nesta quarta-feira (8/4). Essa é a cotação mais baixa da moeda americana desde maio de 2024, quase dois anos atrás. No ponto mais baixo do dia, a moeda chegou a cair para R$ 5,06.

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O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), encerrou em alta de 2,11%, alcançando 192.236,62 pontos, um novo recorde, superando os 191.440,40 pontos registrados em 24 de fevereiro deste ano. Às 10h13, o índice atingiu 193.759,02 pontos, outro recorde histórico durante uma sessão, conhecido como “intraday”.

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O entusiasmo nos mercados de câmbio e ações foi impulsionado pelo cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã. O presidente americano, Donald Trump, anunciou uma pausa nos combates, prevista para durar duas semanas, na noite de terça-feira (7/4), após afirmar que poderia destruir uma civilização com ataques maciços contra o Irã.

Imediatamente, os preços do petróleo despencaram. Nesta quarta-feira, o barril do Brent, referência no mercado internacional, fechou em queda de 13,29%, a US$ 94,75. O West Texas Intermediate (WTI) para maio, negociado nos Estados Unidos, caiu 16,41%, fechando a US$ 94,41. Mesmo assim, os preços ainda não retornaram ao nível pré-guerra, que era em torno de US$ 70.

BOLSAS GLOBAIS
As bolsas de valores internacionais reagiram de forma positiva ao cessar-fogo, apesar das denúncias de violações da trégua ao longo do dia. O índice Stoxx 600, que reúne ações de 600 empresas europeias, subiu 3,88%. Em Frankfurt, o DAX saltou 5,06%, enquanto em Londres, o FTSE 100 encerrou com ganhos de 2,51%. O CAC 40, de Paris, fechou em alta de 4,49%.

ANÁLISE
Segundo Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, o enfraquecimento do dólar beneficiou as moedas emergentes, com o real se destacando devido à entrada de recursos na Bolsa e ao diferencial de juros real elevado em comparação com outras moedas.

“O câmbio operou próximo das mínimas recentes ao longo de toda a sessão, com o fechamento de posições defensivas e a realocação para ativos de risco”, afirma.

IBOVESPA
O Ibovespa, segundo o analista, fechou com mais de 90% dos papéis em alta, com ganhos espalhados entre os setores. “O principal fator foi a queda acentuada da curva de juros local — acima de 50 pontos base nos vértices médios —, impulsionada pela queda do petróleo e pela melhora do cenário externo”, explica. “Ações domésticas sensíveis a juros lideraram os ganhos: varejo, construção e educação foram os destaques. Os bancos acompanharam a melhora nas condições financeiras e a Vale avançou sustentada por fluxo, mesmo com a queda do minério no exterior.”

A exceção foi o setor de petróleo. “A Petrobras caiu significativamente com o colapso internacional da commodity, mas sem afetar o movimento do Ibovespa, que refletiu uma clara rotação para ativos domésticos, encerrando próximo das máximas do dia”, conclui Shahini.

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