Mais de 800 artistas assinaram uma carta aberta acusando empresas de inteligência artificial de usar obras protegidas por direitos autorais sem autorização ou pagamento para treinar modelos. O manifesto — batizado de “Stealing Isn’t Innovation” — ganhou força nesta semana e coloca a indústria de IA sob pressão pública e jurídica.
Quem está por trás
A iniciativa é organizada pela Human Artistry Campaign, com apoio do sindicato SAG-AFTRA. Entre os signatários estão Scarlett Johansson e Cate Blanchett, além de músicos, roteiristas e produtores.
O que eles pedem
- Licenciamento e remuneração pelo uso de obras criativas no treinamento de IA
- Transparência sobre quais dados são usados
- Parcerias éticas com criadores, em vez de coleta indiscriminada
A carta foi divulgada com anúncios no The New York Times, reforçando a visibilidade do protesto.
Por que isso virou um ponto de ruptura
As empresas de tecnologia alegam que dados públicos podem ser usados legalmente. Já os artistas dizem que o modelo atual externaliza custos (criatividade, trabalho e direitos) para concentrar ganhos em poucas plataformas. Hoje, há dezenas de ações judiciais nos EUA e na Europa discutindo exatamente esse limite.
Um episódio simbólico citado é o de 2024, quando a OpenAI retirou uma voz de assistente considerada semelhante à de Scarlett Johansson após críticas públicas. O caso virou exemplo de como a fronteira entre “inspiração” e “apropriação” pode ser ultrapassada.
O contraponto das big techs
As empresas lembram que acordos de licenciamento já existem — como parcerias da OpenAI com Disney e The Guardian — e defendem que esse caminho é escalável. Os artistas concordam… desde que vire regra, não exceção.
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