As liquidações envolvendo Banco Master e a Will Financeira (ligada ao Will Bank) colocaram a segurança do dinheiro em pauta. Em 21 de janeiro de 2026, o Banco Central informou ter decretado a liquidação extrajudicial da Will Financeira, citando agravamento da situação e insolvência.
No caso do Banco Master, o próprio Banco Central registra a liquidação extrajudicial decretada em 18 de novembro de 2025.
A boa notícia é que existe um “checklist” bem objetivo para reduzir risco antes de escolher onde deixar sua reserva.
1) Primeiro, confirme se é banco mesmo e se é autorizado pelo Banco Central
Muita gente chama qualquer app financeiro de “banco”, mas isso muda tudo. Para conferir se a instituição é regulada/supervisionada, use a ferramenta oficial do Banco Central “Encontre uma instituição”.
E, se você quiser checar se ela está em intervenção, liquidação ou regime especial, o BC também oferece uma consulta específica para isso.
Por que isso importa? Porque nem toda instituição tem o mesmo nível de obrigação, supervisão e estrutura de proteção ao cliente.
2) Entenda o que o FGC cobre e, principalmente, o que não cobre
O FGC não é “cobertura do banco inteiro”. Ele cobre produtos elegíveis (como depósitos e alguns investimentos) e respeita limites.
Os limites oficiais divulgados pelo FGC e pelo Banco Central são:
- até R$ 250 mil por CPF/CNPJ por instituição (ou conglomerado)
- teto global de R$ 1 milhão a cada 4 anos (somando eventuais ressarcimentos pagos)
Dica prática: se você tem valor alto, reduzir concentração (não colocar tudo em um lugar só) costuma ser o que mais “salva” quando dá ruim.
3) Evite cair na isca de retorno “bom demais” para ser verdade
Quando aparecem ofertas muito acima do padrão do mercado (ex.: promessas muito acima do CDI), o risco geralmente não está “de graça”: pode ser estratégia agressiva de captação ou risco de crédito maior.
Não significa que toda taxa alta é golpe — mas taxa alta = risco alto. Se você não consegue explicar por que rende tanto, isso já é sinal de alerta.
4) Procure sinais públicos de estresse e operação
Antes de confiar seu dinheiro, vale olhar:
- notícias sobre liquidez, investigações, punições e medidas do regulador
- reclamações recorrentes de saque travado, cartão recusado, instabilidade, mudança brusca em condições
No caso da Will Financeira, por exemplo, a liquidação veio após uma sequência de eventos citados publicamente, incluindo a decisão do regulador e impactos operacionais reportados pela imprensa.
5) Leia o contrato do produto e a letra miúda de tarifas e juros
Aqui muita gente se perde: segurança não é só “não quebrar”. É também não cair em juros e multas que explodem dívida em atraso. Contratos deixam isso explícito: CET, multa, juros por atraso, regras de saque, prazo de resgate etc.
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