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quarta-feira, setembro 16, 2026

EUA confirmam saída da Organização Mundial da Saúde: o que muda agora

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Os Estados Unidos oficializaram a saída da Organização Mundial da Saúde (OMS), encerrando uma parceria histórica iniciada em 1948. O anúncio foi feito em comunicado conjunto do Departamento de Saúde e Serviços Humanos (HHS) e do Departamento de Estado, confirmando também a interrupção imediata de financiamento e apoio institucional.

O que motivou a decisão

O governo do presidente Donald Trump afirma que a OMS cometeu “falhas” durante a pandemia de Covid-19, além de alegar gestão inadequada de emergências globais e falta de independência política da agência. Segundo o comunicado, os EUA pretendem manter ações de saúde global fora da OMS, por meio de acordos bilaterais e de agências nacionais como o Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC).

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Impacto imediato

  • Os EUA eram o maior financiador individual da OMS, responsáveis por cerca de 18% do orçamento total.
  • Entre 2024 e 2025, o país bancou 75% dos programas da OMS para HIV e outras ISTs.
  • A suspensão já afeta iniciativas contra HIV, poliomielite, malária e tuberculose, além de vigilância epidemiológica e campanhas de vacinação.

Reações e efeito dominó

A OMS reconheceu um cenário de incerteza financeira e operacional e alertou para o risco de enfraquecimento da cooperação global em saúde. Em resposta ao rombo, a China anunciou US$ 500 milhões para ajudar a cobrir parte do déficit. Outros países sinalizaram preocupação; a Argentina também anunciou saída da organização.

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O que muda no tabuleiro global

  • Menos coordenação multilateral em surtos e pandemias, com maior dependência de acordos diretos entre países.
  • Pressão por novas fontes de financiamento e reestruturação de programas prioritários.
  • Risco de lacunas regionais em prevenção e resposta rápida, sobretudo em países de baixa renda.

Em resumo: a saída dos EUA marca um rompimento histórico na governança global da saúde. Mesmo com promessas de atuação bilateral, a ausência do maior financiador da OMS tende a reduzir escala, velocidade e coordenação de respostas internacionais — justamente quando riscos sanitários continuam elevados.

Se quiser, posso destrinchar os impactos específicos para o Brasil, como ficam os programas de HIV/vacinação, ou quem pode ocupar o espaço financeiro deixado pelos EUA.

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