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quarta-feira, setembro 16, 2026

Lula e Zelensky retomam diálogo e reforçam esforços por solução de paz

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Depois de meses de tensão diplomática, os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Volodymyr Zelensky voltaram a se reunir nesta quarta-feira (24/9), durante a 80ª Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Foi o primeiro encontro presencial desde 2023 e, segundo ambos, a conversa marcou um novo capítulo nas relações entre os dois países.

Lula classificou o diálogo de cerca de uma hora como “importante” e afirmou que se comprometeu a levar o tema da paz na Ucrânia a líderes internacionais, incluindo o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Ele também sugeriu a criação de um grupo de países disposto a visitar Moscou e Kiev para propor uma saída conjunta para o fim da guerra.

Zelensky, por sua vez, agradeceu o “posicionamento claro” do líder brasileiro e destacou ter mantido uma “boa conversa”. O ucraniano aproveitou o encontro para convidar Lula a visitar Kiev.

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Relação marcada por atritos

Desde o início do atual mandato de Lula, a relação entre Brasil e Ucrânia passou por momentos de desgaste. Declarações do petista, vistas por Kiev como favoráveis ao presidente russo Vladimir Putin, geraram críticas públicas de Zelensky. A situação se agravou em maio, quando Lula participou das comemorações do Dia da Vitória em Moscou, gesto interpretado pelo governo ucraniano como sinal de proximidade com a Rússia.

A crise também teve reflexos diplomáticos: desde julho, a embaixada da Ucrânia em Brasília está sem embaixador, após Kiev deixar o posto vago sem indicar substituto.

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Encontro visto como positivo

Para a diplomacia brasileira, a reunião em Nova York foi “bem melhor” que a de 2023. Fontes do Itamaraty apontam que o encontro é resultado de esforços silenciosos de reaproximação realizados nos últimos meses.

“Enxergamos com muita alegria o diálogo presidencial e a melhor compreensão dos empenhos do presidente Lula pela paz e para ajudar a encontrar soluções políticas para o fim da guerra”, afirmou uma autoridade ligada à embaixada brasileira em Kiev.

Segundo a mesma fonte, além do tema da guerra, a retomada da agenda bilateral deve incluir cooperação em áreas como saúde, meio ambiente, bioenergia, educação e cultura.

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