O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), marcou para as 10h desta terça-feira (16/9) uma reunião com líderes partidários na Residência Oficial da Casa, em Brasília. O encontro tem como pauta central o Projeto de Lei da Anistia aos envolvidos nos atos de 8 de Janeiro, defendido pela oposição, mas rejeitado por parte expressiva do Congresso e pelo governo federal.
A iniciativa ganhou força nas últimas semanas, especialmente após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos e 3 meses de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Aliados do ex-chefe do Executivo pressionam para que a proposta seja votada com urgência, mas Motta tem se mostrado contrário a avançar nesse momento, alegando que o tema “contamina” o ambiente legislativo e enfrenta forte rejeição popular.
++ Condenação de Bolsonaro acirra disputa sobre anistia e governo reage no Congresso
Na véspera, Motta se encontrou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em reunião fora da agenda oficial, para tratar do tema. O movimento sinaliza alinhamento com o Planalto, que já articula votos para barrar a proposta no plenário.
Enquanto o líder do PL, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirma ter mapeado apoio de 282 parlamentares, a base governista aposta na rejeição do texto. Para ser aprovado, o projeto precisa de maioria simples e quórum de pelo menos 257 deputados.
++ Bolsonaro é diagnosticado com anemia e passa por retirada de lesões na pele
Nos bastidores, Motta e lideranças do Centrão trabalham para adiar a votação até que haja consenso com o Senado e o STF. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), já se manifestou contrário a uma anistia ampla, posição compartilhada pelo governo.
O impasse ocorre em um momento de intensa pressão política. Além da oposição, nomes como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), também defendem a medida como bandeira em defesa de Bolsonaro.
Não deixe de nos seguir no Instagram para mais notícias da Pardal Tech



