A Universidade Federal do Paraná (UFPR) discute nesta terça-feira (16/9) as agressões sofridas pela professora Melina Girardi Fachin, filha do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin. Na última sexta-feira (12/9), ela foi alvo de uma cusparada e ofensas verbais dentro do campus, quando um homem não identificado a chamou de “lixo comunista”.
Em nota, a UFPR afirmou que o caso será levado ao Conselho de Planejamento e Administração (Coplad), que decidirá se haverá abertura de procedimento interno. Até o momento, Melina não se pronunciou publicamente, mas seu marido, o advogado Marcos Gonçalves, relatou nas redes sociais que a docente ficou indignada com o ataque, embora mantenha suas atividades acadêmicas normalmente.
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A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) repudiou o episódio, destacando que universidades devem ser espaços de diálogo e nunca de intimidação ou violência. “A democracia exige o respeito às liberdades, ao pluralismo e à convivência pacífica”, afirmou a entidade em nota oficial.
A agressão também repercutiu no meio político. O ministro Gilmar Mendes expressou solidariedade à professora, classificando o ato como “inaceitável”. Já a ministra de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, chamou o episódio de “violência política de gênero” e defendeu a responsabilização imediata do agressor.
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Melina Fachin é professora de Direito Constitucional e diretora da Faculdade de Direito da UFPR desde 2021. Formada na própria instituição, tem mestrado e doutorado pela PUC-SP e atua em entidades de direitos humanos e advocacia.
O agressor ainda não foi identificado, e as autoridades policiais não informaram se haverá inquérito formal.
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