15 C
São Paulo
quarta-feira, setembro 16, 2026

Inteligência artificial cria moléculas capazes de atacar proteínas antes inalcançáveis

Leia mais

Pesquisadores das universidades McMaster, Duke e Cornell desenvolveram uma inteligência artificial capaz de projetar medicamentos para doenças que até hoje resistiam às terapias convencionais. A tecnologia, descrita na revista Nature Biotechnology, gera pequenas moléculas peptídicas que se ligam e, em alguns casos, destroem proteínas nocivas — mesmo sem conhecer sua estrutura tridimensional.

O sistema, batizado de PepMLM, adapta um algoritmo originalmente criado para entender linguagem humana, mas treinado para interpretar a “linguagem” das proteínas. A partir apenas da sequência de aminoácidos, o modelo projeta fármacos direcionados a alvos antes considerados “intocáveis”.

++ Lula anuncia pacote de R$ 30 bilhões para empresas afetadas por tarifaço dos EUA

Nos testes, a ferramenta produziu peptídeos capazes de interagir com proteínas ligadas a câncer, doença de Huntington e infecções virais. A pesquisa contou com frentes complementares: na McMaster, foram testados alvos da doença de Huntington; em Cornell, proteínas virais; e em Duke, o modelo foi desenvolvido e validado.

Os cientistas já trabalham em versões aprimoradas, como PepTune e MOG-DFM, para aumentar a estabilidade e a eficiência da entrega dos compostos no organismo. O objetivo, segundo o coordenador Pranam Chatterjee, é criar “uma plataforma terapêutica programável que, partindo de uma sequência, possa gerar um medicamento real”.

++ Moraes barra pedidos informais de visitas e autoriza exames médicos para Bolsonaro

O avanço pode abrir caminho para tratamentos contra cânceres agressivos, distúrbios neurológicos e patógenos resistentes, acelerando o desenvolvimento de fármacos e ampliando as possibilidades da medicina de precisão.

Não deixe de nos seguir no Instagram para mais notícias da Pardal Tech

- Advertisement -spot_img
- Advertisement -spot_img

Últimas notícias