A Justiça autorizou a quebra de sigilo dos dados de Renê da Silva Nogueira Júnior, empresário acusado de matar o gari Laudemir de Souza Fernandes com um tiro no bairro Vista Alegre, em Belo Horizonte (MG), no último dia 11. A medida permitirá à polícia rastrear deslocamentos, comandos de voz, velocidade do veículo e registros de chamadas do suspeito no dia do crime.
A decisão, assinada pela juíza Ana Carolina Lopes de Souza, do 1º Tribunal do Júri, obriga a fabricante de veículos elétricos BYD e a operadora Claro a fornecerem as informações no prazo de 15 dias. Também foi autorizada a perícia em armas registradas em nome da esposa de Renê, a delegada Ana Paula Lamego Balbino, investigada pela Corregedoria da Polícia Civil, mas que segue no cargo por falta de indícios de participação.
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Renê está preso preventivamente no Presídio de Caeté desde 13 de agosto. Ele nega ter estado no local do crime e alega que testemunhas o confundiram com outra pessoa. Em depoimento, disse que na manhã do assassinato foi ao trabalho, passeou com os cachorros e seguiu para a academia, onde foi preso. Apesar da negativa, admitiu que a arma utilizada pertence à esposa.
Segundo relatos de testemunhas, o crime ocorreu após uma discussão no momento em que garis bloqueavam parcialmente a rua para coleta de lixo. A motorista do caminhão afirmou que Renê ameaçou atirar caso seu carro fosse tocado. Pouco depois, teria descido armado e disparado contra Laudemir, que foi atingido na região da costela. O gari chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital devido a hemorragia interna.
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Laudemir trabalhava há quase oito anos na empresa Localix Serviços Ambientais e deixou esposa e filha. A investigação segue em andamento, agora com foco na análise dos dados obtidos a partir da quebra de sigilo e das perícias autorizadas.
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