A Terra vai girar um pouco mais rápido nesta quarta-feira (9/7), tornando o dia o mais curto já medido desde o início dos registros. Astrônomos estimam que a rotação do planeta será entre 1,3 e 1,51 milissegundo mais breve do que as tradicionais 24 horas. O fenômeno, embora quase imperceptível para o cotidiano humano, é acompanhado de perto por cientistas que monitoram variações sutis no movimento terrestre.
De acordo com especialistas, a principal razão para o encurtamento do dia está na influência gravitacional da Lua. Nesta data, o satélite estará em sua maior distância do equador terrestre, o que altera o modo como sua força afeta o eixo de rotação da Terra, acelerando levemente o movimento.
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Outros fatores também podem interferir na duração exata dos dias, como o posicionamento do Sol e até mesmo deslocamentos atmosféricos e movimentos do núcleo do planeta. Nos últimos anos, a Terra tem girado mais rápido do que em qualquer outro período registrado, com sucessivos recordes. O dia mais curto até agora foi em 5 de julho de 2024, quando o planeta completou uma volta 1,66 milissegundo mais rápido.
Segundo previsões, o fenômeno não deve ficar restrito a esta quarta-feira. Os dias 22 de julho e 5 de agosto também têm potencial para serem ligeiramente mais curtos do que o normal, repetindo a aceleração da rotação.
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Para a maior parte das pessoas, essa diferença de milissegundos não traz impacto direto. No entanto, em sistemas de alta precisão — como satélites e redes globais de comunicação — ajustes constantes precisam ser feitos para manter os relógios sincronizados com o tempo solar.
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