O governo dos Estados Unidos investiga um golpe que utilizou inteligência artificial para imitar a voz do Secretário de Estado, Marco Rubio, em uma tentativa de enganar autoridades estrangeiras. De acordo com informações obtidas pela CBS News, um impostor teria criado uma conta no aplicativo Signal, usando o nome de exibição “marco.rubio@state.gov”, e enviado mensagens a pelo menos cinco figuras públicas, entre elas três ministros das Relações Exteriores, um governador americano e um membro do Congresso.
Em dois casos, o golpista deixou mensagens de voz, enquanto em outro enviou texto convidando a vítima a conversar no próprio aplicativo. O teor exato das comunicações e a identidade dos destinatários não foram divulgados, mas o Departamento de Estado reconheceu, em telegrama oficial, o risco de que dados sensíveis possam ter sido compartilhados por engano.
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Embora o documento afirme que não houve invasão direta aos sistemas do Departamento, o episódio reforça preocupações sobre como tecnologias de inteligência artificial podem ser usadas para fraudes sofisticadas, explorando a confiança que autoridades depositam em contatos oficiais. “Estamos adotando medidas adicionais para proteger nossa infraestrutura digital e reduzir vulnerabilidades”, informou o órgão em nota.
O caso veio à tona inicialmente pelo Washington Post e ocorre num momento em que o uso de deepfakes para fins políticos cresce nos Estados Unidos. Em 2024, uma chamada automatizada com voz gerada por IA simulando o ex-presidente Joe Biden foi disparada para eleitores em New Hampshire, incentivando-os a não comparecer às primárias — uma prática considerada ilegal pelas autoridades locais.
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Até agora, não há clareza sobre quem estaria por trás da farsa envolvendo Rubio. A principal suspeita é que o objetivo fosse obter informações confidenciais ou criar constrangimentos diplomáticos. O próprio senador, apontado como Secretário de Estado nos registros do golpe, não comentou publicamente o caso.
Especialistas em segurança alertam que esse tipo de fraude deve se tornar mais comum à medida que a tecnologia de clonagem de voz avança e se torna mais acessível. Para eles, a falta de mecanismos robustos para verificar a autenticidade de mensagens e ligações aumenta o risco de que políticos e diplomatas sejam enganados por imitadores digitais.
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