Em um avanço histórico no combate à malária, autoridades de saúde aprovaram o primeiro tratamento do mundo desenvolvido especificamente para bebês e crianças pequenas. O remédio, batizado de Coartem Baby ou Riamet Baby, foi criado pela farmacêutica suíça Novartis em parceria com a organização sem fins lucrativos Medicines for Malaria Venture (MMV). O plano é que ele chegue de forma gratuita aos países africanos que concentram o maior número de casos e mortes já nas próximas semanas.
Segundo a BBC, até então não havia opções seguras para o grupo mais vulnerável à doença — crianças com menos de 4,5 kg, muitas vezes tratadas com medicamentos destinados a pacientes mais velhos, o que elevava o risco de complicações. Agora, com o Coartem Baby, esse público finalmente terá acesso a doses ajustadas e clinicamente testadas.
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“Por mais de três décadas, mantivemos o curso na luta contra a malária, trabalhando incansavelmente para fornecer avanços científicos onde eles são mais necessários. Juntamente com nossos parceiros, estamos orgulhosos de ter ido mais longe para desenvolver o primeiro tratamento de malária clinicamente comprovado para recém-nascidos e bebês pequenos, garantindo que até mesmo os menores e mais vulneráveis possam finalmente receber os cuidados que merecem”, afirmou Vas Narasimhan, CEO da Novartis.
A malária permanece uma das doenças mais letais do mundo, transmitida pela picada de mosquitos do gênero Anopheles infectados. Dados de 2023 indicam cerca de 597 mil mortes, sendo aproximadamente 76% em crianças menores de cinco anos — a maioria concentrada na África Subsaariana. Entre os fatores que agravam a situação estão o sistema imunológico ainda em formação e doenças genéticas como a falciforme, que aumentam a suscetibilidade.
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Oito países africanos participaram dos estudos clínicos e devem figurar entre os primeiros a receber o novo tratamento. Para Martin Fitchet, diretor executivo da MMV, a aprovação representa uma ferramenta crucial no objetivo de erradicar a doença. “A aprovação do Coartem Baby fornece um medicamento necessário com uma dose otimizada para tratar um grupo de pacientes negligenciado e oferece uma adição valiosa à caixa de ferramentas antimalárica.”
Especialistas ressaltam que, com financiamento e estratégias corretas, a malária pode ser eliminada. O novo tratamento é visto como um passo fundamental para diminuir a mortalidade infantil e garantir que o ciclo da doença finalmente comece a ser rompido.
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