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quarta-feira, setembro 16, 2026

DF pode ter política pioneira contra o racismo obstétrico; entenda o projeto

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A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) começou a analisar, nesta terça-feira (24/6), um projeto de lei que propõe instituir uma Política Distrital de Enfrentamento ao Racismo Obstétrico. De autoria do deputado Max Maciel (PSol), a proposta ainda precisa passar pelas comissões da Casa e pelo plenário.

O objetivo é garantir um atendimento mais equânime, respeitoso e livre de discriminação às gestantes, especialmente mulheres negras, indígenas e de outras minorias, durante todas as fases da gravidez, parto e pós-parto.

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O que é racismo obstétrico?

De acordo com o texto, o racismo obstétrico se manifesta por meio de violências institucionalizadas, procedimentos invasivos e práticas discriminatórias que desrespeitam o corpo e a autonomia das parturientes em situação de vulnerabilidade social.

O projeto cita dados do estudo Nascer no Brasil, coordenado pela Fiocruz, segundo os quais:

O que prevê a política?

Entre as ações propostas estão:

  • Prevenção do racismo e das violações de direitos nos serviços de saúde;

  • Capacitação de profissionais da área para atendimento humanizado;

  • Promoção da diversidade e respeito aos marcadores sociais de vulnerabilidade;

  • Notificação, monitoramento e combate à violência obstétrica com viés racial;

  • Inclusão da variável “raça/cor” nos sistemas de informação da saúde pública do DF.

O projeto também quer facilitar o acesso a canais de denúncia e ampliar a transparência nos indicadores de saúde materno-infantil com recorte racial.

Se aprovada, a iniciativa pode tornar o Distrito Federal referência no combate ao racismo institucionalizado na assistência obstétrica.

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