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quarta-feira, setembro 16, 2026

Google testa IA que simula “diálogo” com golfinhos e surpreende cientistas

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Uma parceria entre o Google DeepMind e especialistas em comportamento animal está abrindo caminho para um feito inédito: aproximar humanos e golfinhos por meio da inteligência artificial. O projeto, que ainda está em fase de testes, aposta no uso de modelos avançados para entender e reproduzir os sons complexos desses animais.

A tecnologia, batizada de “DolphinGemma”, foi desenvolvida com base na família de modelos de IA Gemma, do próprio Google. Alimentada por um extenso banco de dados do Wild Dolphin Project — instituição que há décadas estuda os golfinhos-pintados-do-Atlântico — a IA foi projetada para analisar padrões vocais e gerar respostas acústicas similares às dos cetáceos.

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Segundo a equipe envolvida, a proposta não é simplesmente “traduzir” o que os golfinhos dizem, mas contribuir com a ciência ao identificar padrões recorrentes e hipóteses sobre os significados das vocalizações. A ideia é que, no futuro, essas informações possam ajudar pesquisadores a compreender melhor a estrutura da comunicação entre esses animais.

Um diferencial do projeto é a mobilidade. A IA é leve o bastante para ser operada diretamente de um smartphone. Em testes, o modelo foi rodado em um Pixel 6, e agora a equipe se prepara para utilizar a versão mais recente do aparelho, o Pixel 9. Com ele, será possível gerar sons artificiais e ouvir, em tempo real, as possíveis reações dos golfinhos — algo que deve ampliar o alcance das pesquisas em campo.

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Ainda não se sabe até onde essa iniciativa pode chegar. No entanto, o uso de ferramentas digitais para estudar espécies marinhas representa um avanço na interface entre tecnologia e biologia. Para os cientistas envolvidos, o objetivo não é criar uma conversa direta entre humanos e golfinhos, mas sim dar mais um passo na direção do entendimento da vida animal. E, ao que tudo indica, a inteligência artificial pode ser uma aliada importante nessa jornada.

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