15 C
São Paulo
quarta-feira, setembro 16, 2026

Morte de menina de 8 anos após inalar desodorante acende alerta sobre desafios perigosos nas redes sociais

Leia mais

A trágica morte de uma criança de apenas 8 anos, em Ceilândia, no Distrito Federal, deu início a uma investigação que pode envolver uma das plataformas digitais mais populares do mundo. A Polícia Civil quer entender se a menina, Sarah Raíssa Pereira, foi influenciada por um conteúdo conhecido como “desafio do desodorante”, possivelmente disseminado por meio do TikTok.

O celular da vítima será periciado nos próximos dias. O objetivo é verificar se a criança teve acesso direto ao vídeo e identificar como o conteúdo chegou até ela. A análise também buscará traçar o caminho do material, desde o criador até quem, eventualmente, compartilhou ou incentivou a prática. A plataforma será oficialmente notificada.

Sarah foi encontrada pelo avô desacordada no sofá de casa, ao lado de um frasco de desodorante em aerossol. Encaminhada ao Hospital Regional de Ceilândia com parada cardiorrespiratória, ela chegou a ser reanimada, mas não apresentou sinais neurológicos. A morte cerebral foi confirmada três dias depois.

++ Descoberta genética inédita revela baleia-franca com cromossomos de ambos os sexos

“Primeiramente temos que ter acesso ao vídeo, verificar se de fato essa criança acessou ou teve acesso ao conteúdo”, afirmou o delegado Walber Lima, responsável pelo caso. Segundo ele, os depoimentos da família, que já foram ouvidos, ajudarão a reconstruir os últimos momentos da vítima.

O inquérito em andamento também pode levar à responsabilização penal de quem criou ou disseminou o conteúdo. De acordo com a legislação, em casos como este — com vítima menor de 14 anos — o responsável pode ser indiciado por homicídio duplamente qualificado, com pena de até 30 anos de reclusão.

++ Novo exame de sangue antecipa diagnóstico do Parkinson com alta precisão

A equipe da investigação aguarda respostas da plataforma envolvida, que poderá ser intimada a fornecer dados sobre o vídeo e seus responsáveis. O procedimento de perícia deve durar cerca de 30 dias.

O caso reacende o debate sobre os perigos de tendências nas redes sociais, especialmente quando envolvem crianças e adolescentes. A exposição a conteúdos impróprios ou de risco levanta questionamentos sobre a segurança digital e a necessidade de supervisão constante no ambiente online.

Não deixe de nos seguir no Instagram para mais notícias da Pardal Tech

- Advertisement -spot_img
- Advertisement -spot_img

Últimas notícias