15 C
São Paulo
quarta-feira, setembro 16, 2026

Adolescente desenvolve doença pulmonar grave após anos usando vape escondido da família

Leia mais

O uso frequente de cigarros eletrônicos levou uma adolescente de 17 anos, nos Estados Unidos, a ser diagnosticada com uma condição pulmonar severa, conhecida popularmente como “pulmão de pipoca”. A jovem, que vive no estado de Nevada, começou a utilizar os dispositivos aos 14 anos, sem o conhecimento dos pais.

Segundo relatos da família, a jovem buscava no vape uma forma de lidar com crises de ansiedade surgidas no retorno às aulas presenciais, após o isolamento provocado pela pandemia. O caso veio à tona após a mãe da adolescente conceder entrevista a um veículo internacional.

++ Descoberta genética inédita revela baleia-franca com cromossomos de ambos os sexos

A condição diagnosticada, chamada bronquiolite obliterante, é caracterizada por uma inflamação que atinge os bronquíolos, estruturas responsáveis pela passagem do ar dentro dos pulmões. Embora existam tratamentos que possam amenizar os sintomas, como o uso de corticoides e inaladores, casos mais graves podem exigir transplante pulmonar. A recuperação, mesmo em situações detectadas precocemente, exige cuidados contínuos e atenção constante à exposição a agentes irritantes.

O alerta sobre os riscos associados ao uso de vapes por adolescentes volta a ganhar força diante de casos como este. Pesquisas indicam que compostos químicos utilizados na produção de alguns líquidos aromatizantes — como o diacetil — podem estar relacionados a inflamações pulmonares crônicas. Ainda que o uso dessa substância tenha sido restringido na União Europeia, ela continua presente em produtos comercializados nos Estados Unidos, conforme apontado em investigações recentes.

++ Novo exame de sangue antecipa diagnóstico do Parkinson com alta precisão

De acordo com dados de uma pesquisa britânica, um em cada quatro jovens já teve contato com cigarros eletrônicos, enquanto o uso regular atinge cerca de um em cada dez adolescentes. Entre os que têm 16 e 17 anos, o número é ainda maior.

A mãe da jovem afirma que a situação serviu como um alerta doloroso. “Ela só parou de usar depois de receber um diagnóstico que poderia mudar sua vida. Espero que outros pais estejam atentos e orientem seus filhos antes que seja tarde”, declarou. O caso reacende discussões sobre a necessidade de políticas públicas mais eficazes para prevenir o acesso de menores a dispositivos eletrônicos de fumo.

Não deixe de nos seguir no Instagram para mais notícias da Pardal Tech

- Advertisement -spot_img
- Advertisement -spot_img

Últimas notícias