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Notícias

Brain Rot: como o consumo excessivo de vídeos curtos pode prejudicar a saúde mental

By Beatriz Aguiar
dezembro 25, 2024
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    A crescente popularidade de vídeos curtos, presentes em plataformas como TikTok e Instagram, tem levantado preocupações entre especialistas sobre os impactos desse formato na saúde mental (Foto: Unsplash)
    A crescente popularidade de vídeos curtos, presentes em plataformas como TikTok e Instagram, tem levantado preocupações entre especialistas sobre os impactos desse formato na saúde mental (Foto: Unsplash)

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    Beatriz Aguiar
    Beatriz Aguiar
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    A crescente popularidade de vídeos curtos, presentes em plataformas como TikTok e Instagram, tem levantado preocupações entre especialistas sobre os impactos desse formato na saúde mental (Foto: Unsplash)
    A crescente popularidade de vídeos curtos, presentes em plataformas como TikTok e Instagram, tem levantado preocupações entre especialistas sobre os impactos desse formato na saúde mental (Foto: Unsplash)
    Com conteúdos variados e de rápida duração, como coreografias, receitas e tendências, o consumo prolongado desse tipo de mídia pode levar à chamada "putrefação cerebral" (Foto: Unsplash)
    Com conteúdos variados e de rápida duração, como coreografias, receitas e tendências, o consumo prolongado desse tipo de mídia pode levar à chamada "putrefação cerebral" (Foto: Unsplash)
    O termo descreve a sensação de exaustão mental após horas de exposição a estímulos rápidos e repetitivos (Foto: Unsplash)
    O termo descreve a sensação de exaustão mental após horas de exposição a estímulos rápidos e repetitivos (Foto: Unsplash)
    Segundo a psicóloga Larissa Fonseca, doutoranda pela Unifesp, esse consumo sobrecarrega o sistema de recompensa do cérebro, dificultando a concentração e aumentando a impulsividade (Foto: Unsplash)
    Segundo a psicóloga Larissa Fonseca, doutoranda pela Unifesp, esse consumo sobrecarrega o sistema de recompensa do cérebro, dificultando a concentração e aumentando a impulsividade (Foto: Unsplash)
    O neurologista Raphael Ribeiro Spera, especialista em neurologia cognitiva, explica que o excesso de estímulos visuais e sonoros, combinado à liberação constante de dopamina, intensifica a necessidade por novidades (Foto: Unsplash)
    O neurologista Raphael Ribeiro Spera, especialista em neurologia cognitiva, explica que o excesso de estímulos visuais e sonoros, combinado à liberação constante de dopamina, intensifica a necessidade por novidades (Foto: Unsplash)

    A crescente popularidade de vídeos curtos, presentes em plataformas como TikTok e Instagram, tem levantado preocupações entre especialistas sobre os impactos desse formato na saúde mental. Com conteúdos variados e de rápida duração, como coreografias, receitas e tendências, o consumo prolongado desse tipo de mídia pode levar à chamada “putrefação cerebral” — expressão traduzida do inglês brain rot, escolhida como “palavra do ano” pelo Dicionário de Oxford.

    O termo descreve a sensação de exaustão mental após horas de exposição a estímulos rápidos e repetitivos. Segundo a psicóloga Larissa Fonseca, doutoranda pela Unifesp, esse consumo sobrecarrega o sistema de recompensa do cérebro, dificultando a concentração e aumentando a impulsividade.

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    O neurologista Raphael Ribeiro Spera, especialista em neurologia cognitiva, explica que o excesso de estímulos visuais e sonoros, combinado à liberação constante de dopamina, intensifica a necessidade por novidades. “O algoritmo alterna entre diferentes temas que você gosta, como esportes, música ou humor, mantendo o cérebro preso a um ciclo de busca por estímulos constantes”, detalha Spera, membro da Academia Brasileira de Neurologia.

    Entre os principais efeitos apontados por especialistas estão:

    • Fadiga mental: o cérebro luta para processar informações rápidas, causando confusão e sensação de esgotamento.
    • Redução da concentração: o córtex pré-frontal, responsável pelo foco e pela regulação emocional, é sobrecarregado, comprometendo atividades mais complexas.
    • Saturação de dopamina: a exposição contínua a pequenas recompensas prejudica a capacidade de engajamento em tarefas mais longas.

    Para combater os efeitos negativos, a psicóloga Larissa Fonseca recomenda limitar o uso dessas plataformas e reduzir gradualmente a exposição aos vídeos curtos. Essa prática, segundo ela, interrompe o ciclo de superestimulação, ajudando a recuperar a sensibilidade do sistema de recompensa.

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    Fonseca também destaca que o design dessas plataformas é pensado para capturar a atenção do usuário em poucos segundos, dificultando o controle do tempo de uso. “Os vídeos são planejados para engajar rapidamente, tornando o uso viciante e desafiando o autocontrole”, afirma.

    Quando questionado sobre medidas como a proibição do uso de celulares em escolas, Raphael Spera compara a resistência inicial a mudanças sociais com situações como a adoção do cinto de segurança ou a proibição de fumar em ambientes fechados. “Essas transições são difíceis no início, mas acabam se tornando normas aceitas com o tempo”, reflete o neurologista.

    O impacto dos vídeos curtos na saúde mental segue sendo tema de estudo, mas especialistas já concordam que a moderação e o uso consciente das plataformas são passos essenciais para evitar prejuízos duradouros.

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