O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou nesta segunda-feira (28) que 9.947.369 eleitores não compareceram às urnas no segundo turno das eleições municipais de 2024, resultando em um índice de abstenção de 29,26% do eleitorado apto a votar.
Esse número representa um aumento em relação ao primeiro turno, quando a taxa foi de 21,7%. As eleições ocorreram em 51 municípios, incluindo 15 capitais, e contaram com um total de 33.996.477 eleitores registrados.
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A presidente do TSE, ministra Cármen Lúcia, classificou o índice de faltantes como “alto” e, em pronunciamento anterior às eleições, havia incentivado a população a participar. Agora, o TSE se prepara para investigar as razões por trás dessa abstenção, que apresentou pouca variação em relação a 2020 (29,53%), quando o pleito foi realizado durante a pandemia de Covid-19.
Desde então, as abstenções têm aumentado a cada eleição, com um crescimento significativo em relação a 2000, quando o índice era de apenas 16,2% no segundo turno.
Cármen Lúcia enfatizou que o TSE realizará uma análise detalhada, em parceria com os Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), para entender as causas da alta abstenção de forma regionalizada. No Amazonas, por exemplo, o período de estiagem trouxe desafios logísticos, dificultando o deslocamento por rios, mas a taxa de ausência foi surpreendentemente menor do que a média nacional.
A ministra explicou que esses estudos, com atenção às particularidades de cada local, são essenciais para criar estratégias de incentivo ao voto, com o objetivo de reduzir a abstenção.
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A tendência crescente de eleitores ausentes nas últimas décadas é motivo de preocupação. No segundo turno de 2004, a taxa de abstenção era de 17,3%, e esse número tem crescido desde então. O TSE espera consolidar os dados e propor soluções para aumentar a participação dos eleitores antes da diplomação dos eleitos, prevista para dezembro.
Os dados comparativos das abstenções em anos anteriores reforçam a necessidade de uma resposta:
Segundo turno:
- 2024: 29,26%
- 2020: 29,53% (pandemia)
- 2016: 21,6%
- 2004: 17,3%
Primeiro turno:
- 2024: 21,7%
- 2020: 23,2% (pandemia)
- 2004: 14,2%
Essas estatísticas mostram um aumento constante e ressaltam a importância de entender os fatores que levam o eleitorado a se ausentar do processo democrático.
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