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quarta-feira, junho 17, 2026

Robôs de animais extintos revelam caminhos da evolução

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Pesquisadores da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, estão utilizando robôs que replicam movimentos de dinossauros e outros animais extintos para estudar como essas criaturas se deslocavam e evoluíram ao longo de milhões de anos. Combinando paleontologia e robótica, a equipe busca compreender padrões evolutivos complexos, como a transição dos animais aquáticos para a vida terrestre, e as mudanças que possibilitaram o desenvolvimento da locomoção de quatro patas e até o bipedalismo entre hominídeos.

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Esse campo inovador, chamado de robótica bioinspirada, demanda uma colaboração interdisciplinar entre engenheiros, biólogos e paleontólogos para reconstruir e testar hipóteses sobre a evolução. De acordo com o estudo, publicado recentemente na Science Robotics, a criação de robôs com características de animais antigos ajuda a preencher lacunas no registro fóssil, oferecendo um novo caminho para interpretar a história evolutiva.

O líder do estudo, Michael Ishida, explica que os fósseis fornecem uma visão limitada sobre as mudanças evolutivas. “Paleontólogos analisam a estrutura das articulações em fósseis, mas há um limite para o que esses restos podem nos contar sobre a forma como os animais realmente se moviam”, afirma. Robôs inspirados em antigos vertebrados podem, assim, simular esses movimentos e avaliar teorias existentes sobre a evolução das espécies.

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Um dos experimentos foca no Polypterus senegalus, ou enguia dinossauro, um peixe africano com características dos primeiros animais tetrápodes. A equipe criou um robô que simula seu movimento ondulatório, fornecendo insights sobre como os primeiros animais desenvolveram a capacidade de se mover na terra. Essas descobertas podem ajudar a explicar etapas críticas na evolução dos vertebrados, incluindo o surgimento do quadrupedalismo e o eventual desenvolvimento do bipedalismo.

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