Nas eleições municipais de 2024, apenas 14% dos candidatos que utilizaram os nomes “Lula” ou “Bolsonaro” como estratégia eleitoral conseguiram se eleger. Dos 204 candidatos que disputaram cargos adotando o nome do atual presidente ou do ex-presidente, apenas 29 conquistaram um lugar nos legislativos municipais ou executivos locais.
De acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), divulgados em levantamento da Globonews, entre os 154 candidatos que usaram “Lula” no nome de urna, 24 foram eleitos, representando 16% do total. Esses eleitos incluem 21 vereadores e 3 prefeitos, distribuídos entre 12 partidos diferentes. Os partidos com maior sucesso foram o Avante e Republicanos, com quatro eleitos cada, e o Progressistas (PP), com três.
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A maioria dos eleitos que utilizaram “Lula” é do Nordeste, com destaque para a Bahia e Paraíba, que elegeram seis candidatos cada. Pernambuco também aparece com quatro eleitos.
No caso de “Bolsonaro”, o percentual de sucesso foi ainda menor. Dos 55 candidatos que usaram o sobrenome do ex-presidente, apenas cinco foram eleitos, todos para o cargo de vereador. Quatro deles são do Partido Liberal (PL), enquanto um foi eleito pelo Partido Novo (Novo). Esses eleitos estão distribuídos em estados como Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo.
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Especialistas, como o professor Marco Antônio Teixeira, da Fundação Getulio Vargas (FGV), apontam que o uso de nomes de figuras políticas de destaque tem efeito limitado. “A estratégia de usar sobrenomes conhecidos para conquistar votos não tem tanta eficácia quanto os candidatos esperam”, afirma Teixeira. Ele também sugere que, em muitos casos, a eleição desses candidatos pode estar mais relacionada à popularidade local e ao envolvimento comunitário do que à associação com grandes líderes.
Do total de candidatos que usaram os nomes de Lula ou Bolsonaro, 72 ficaram sem mandato, representando 35%. Outros 103, que equivalem a 50% dos candidatos, terminaram como suplentes, aguardando uma possível substituição caso os eleitos deixem seus cargos.
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