Após uma derrota significativa em agosto, o Google está no centro de mais um julgamento antitruste, desta vez no estado da Virgínia, EUA. O caso, movido pelo Departamento de Justiça, pode redefinir as regras da publicidade digital, investigando a conduta da gigante tecnológica ao longo de mais de 15 anos.
Sob a condução da juíza Leonie Brinkema, o tribunal de Alexandria examina se o Google teria utilizado táticas anticompetitivas para redirecionar gastos com publicidade de editores para suas próprias plataformas. A empresa é acusada de manipular o mercado para favorecer seus interesses nos serviços de tecnologia de anúncios.
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Posicionamento das partes
Julia Tarver Wood, advogada do Departamento de Justiça, afirmou que o Google “domina o setor por meio de aquisições” e ajusta as regras para maximizar seus lucros. Em contrapartida, Karen Dunn, representante legal do Google, defendeu que a empresa apenas expandiu o setor com inovação e desenvolvimento tecnológico. Segundo Dunn, “sucesso não é ilegal”.
Nos próximos dias, testemunhos de concorrentes, editores de notícias e especialistas devem fornecer mais detalhes sobre as práticas da empresa, incluindo a possível cobrança excessiva de anunciantes e a subvalorização de pagamentos a editores.
Desafios legais em diferentes regiões
GoogleAlém do julgamento nos EUA, o Google enfrenta um processo similar no Reino Unido, onde a Autoridade de Concorrência investiga suas práticas no mercado de tecnologia de anúncios.
O julgamento ocorre pouco depois de outra decisão desfavorável, em agosto, quando o juiz Amit P. Mehta afirmou que o Google agiu como “monopolista” ao violar a Seção 2 da Lei Sherman no mercado de buscas online. Embora as penalidades ainda não estejam definidas, os casos representam um dos maiores desafios legais para a empresa em anos recentes.
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