A família de Miller, um Labrador preto de 6 anos, recebeu no fim da tarde a notícia de que o cachorro havia morrido após passar o dia dentro de uma van do Waggles Pet Resort, em Illinois, nos Estados Unidos. O animal havia sido buscado pela creche por volta das 9h, como acontecia normalmente, mas permaneceu no veículo por cerca de sete horas em um dia em que a temperatura chegou a aproximadamente 36°C.
O tutor, Steve Serota, contou ao Daily Mail que sua esposa recebeu uma ligação do estabelecimento por volta das 16h. Segundo ele, Ross Niehaus, proprietário do Waggles Pet Resort, informou que Miller havia sido deixado dentro de uma das vans e não havia sobrevivido.
Serota foi imediatamente até o local. Ao chegar, encontrou o corpo do cachorro ainda dentro de uma caixa na parte traseira do veículo. O tutor permaneceu ao lado de Miller por alguns instantes e afirmou que não recebeu uma explicação sobre como o animal havia passado tantas horas dentro da van. “Estou perplexo. Como isso é possível?”, disse Serota.
O tutor também questionou como os funcionários não perceberam a presença do animal. Segundo ele, Miller estava na primeira fileira da van e tinha cerca de 50 quilos. “Quer dizer, como você pode imaginar, é simplesmente de partir o coração. Mas a parte mais inacreditável é que ele estava na frente. Você abre a porta da van e está olhando diretamente para ele. Este é um Labrador preto de 50 quilos. Você o vê no momento em que abre a porta”, desabafou.
O Waggles Pet Resort afirmou que lamenta a morte de Miller. Em comunicado enviado ao Daily Mail, a empresa reconheceu que o cachorro morreu depois de ser deixado dentro de um dos veículos utilizados pelo serviço de transporte. “Estamos de coração partido pela perda trágica de Miller […] Isso nunca deveria ter acontecido, e nossos corações estão com a família de Miller enquanto eles lamentam a perda de seu amado companheiro”.
O proprietário do estabelecimento, Ross Niehaus, foi preso depois de se apresentar à polícia. Segundo a ABC 7, ele foi acusado de tratamento cruel de animais.
Após o caso, o Waggles informou que suspendeu temporariamente o serviço de transporte para avaliar medidas que possam evitar uma situação semelhante. A unidade, porém, continuou funcionando.
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A decisão causou questionamentos por parte de Serota. Ele afirmou que, por trabalhar na área da saúde, está acostumado a procedimentos de análise quando ocorre uma falha. “Estou na área da saúde há muito tempo e, quando algo acontece ou dá errado, você faz imediatamente uma análise da causa. Você analisa onde ocorreram as falhas e garante que medidas de segurança absolutas sejam implementadas antes de assumir a responsabilidade por outra vida. E, até onde sei, nada disso aconteceu”, afirmou.
Para Serota, a morte de Miller também foi difícil por ter acontecido de maneira inesperada. O cachorro fazia parte da família e, segundo o tutor, era considerado como um irmão pelos três filhos. “Quando um cachorro vive uma vida plena e feliz e morre, você pode conversar com seus filhos sobre o ciclo da vida. Mas não foi isso, certo? Isso foi completamente inesperado. Foi completamente desnecessário. É simplesmente trágico”, declarou.
Depois do ocorrido, Serota decidiu falar sobre o caso publicamente para tentar evitar que outros animais passem por uma situação semelhante. “Não podemos deixar este momento passar sem promover uma mudança real para garantir que outros cães não sofram o mesmo destino”, finalizou.



