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domingo, setembro 13, 2026

Mulher de 54 anos dá à luz após usar um embrião congelado por 22 anos

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Cristina Rapti-Tzelepi, de 54 anos, deu à luz uma menina em Atenas, na Grécia, após utilizar um embrião que estava congelado havia mais de 22 anos. Ela e o marido, Constantinos Raptis, de 60 anos, decidiram ter outro filho depois da morte do filho de 21 anos, Giorgos, em um acidente de carro em outubro.

O nascimento aconteceu na quarta-feira (09), em um hospital de Atenas. A bebê, chamada Georgia em homenagem ao irmão que morreu, nasceu pesando aproximadamente 3,5 quilos. O quarto onde Cristina recebeu a filha foi decorado com balões cor-de-rosa e flores.

“Decidimos dar uma segunda chance à vida, fazer um novo começo, trazer uma nova vida para nossa casa e manter a história da nossa família”, afirmou ela ao Metro após o nascimento.

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A decisão de realizar uma nova fertilização in vitro aconteceu sob uma restrição de tempo. Na Grécia, a idade máxima para que uma mulher conclua procedimentos de fertilização in vitro é de 54 anos e 0 dias no momento da transferência do embrião.

Cristina precisou obter autorização de uma autoridade nacional para realizar o procedimento. Quando o casal iniciou o processo, ela já tinha pouco tempo para cumprir o limite estabelecido. “Eu só tinha uma janela de dois meses. Foi estressante, mas com força interior e nosso médico e toda a equipe dele ao nosso lado, superamos todos os obstáculos”, contou.

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Constantinos falou sobre a chegada da menina e agradeceu ao médico responsável pelo tratamento. Três dias depois do nascimento, ele apareceu com Georgia adormecida em seu ombro, envolvida em um body branco. “Ele nos pegou pela mão e nos tirou da nossa escuridão mais profunda. Escapamos dessa escuridão, e acredito que agora temos muito pelo que viver”, afirmou.

O casal não descarta aumentar a família novamente no futuro e considera viajar para outro país para isso.

De acordo com informações do jornal Metro, embriões podem, teoricamente, permanecer congelados por tempo indeterminado. No Reino Unido, por exemplo, o período legal de armazenamento pode chegar a 55 anos, desde que o consentimento por escrito seja renovado a cada dez anos.

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