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terça-feira, novembro 3, 2026

Após esconder calvície por anos, mulher raspa a cabeça e revela o motivo da decisão

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A influenciadora Angela Agnew, moradora de Charlotte, na Carolina do Norte, nos Estados Unidos, decidiu raspar a cabeça e compartilhar o momento nas redes sociais após presenciar ataques contra uma mulher que apresentava perda de cabelo. Diagnosticada com alopecia, condição que provoca queda capilar, Angela passou anos utilizando perucas para esconder os efeitos da doença. A decisão de mostrar sua aparência foi motivada pelo desejo de combater o bullying e incentivar outras mulheres que enfrentam a mesma situação.

A história foi divulgada pela emissora norte-americana WBTV e repercutida pela revista People. Segundo Angela, a mudança começou quando ela viu uma mulher sendo ridicularizada nas redes sociais por apresentar cabelos ralos. O episódio a fez reconsiderar a maneira como lidava com o próprio diagnóstico. “Sou uma defensora ferrenha quando se trata de bullying. Então, quando vi aquela mulher simplesmente fazendo seu trabalho e sendo intimidada por causa do cabelo ralo, pensei comigo mesma: ‘Sabe de uma coisa? Chegou a sua hora’”, contou à WBTV.

Angela decidiu, então, gravar um vídeo raspando a cabeça e publicar as imagens na internet. A iniciativa recebeu mensagens de outras mulheres que também enfrentavam a perda de cabelo, mas ainda não se sentiam confortáveis para falar sobre o assunto. “Isso me dá arrepios”, afirmou a influenciadora ao comentar as mensagens recebidas.

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Segundo ela, algumas seguidoras passaram a considerar a possibilidade de compartilhar suas próprias experiências após assistir ao vídeo. “Elas entram em contato comigo e dizem: ‘Ei, por sua causa, estou prestes a publicar. Estou prestes a contar que também sofro com isso. E quero me sentir bem e inspirar alguém da mesma forma que você me inspirou’”, relatou.

Antes de tornar o diagnóstico público, Angela havia passado nove anos deixando o cabelo crescer. Durante esse período, começou a perceber que os fios estavam ficando mais finos, principalmente na parte superior da cabeça. “Percebi que a parte de cima estava ficando um pouco mais rala”, recordou.

Ela tentou diferentes alternativas para conter a queda, mas não obteve os resultados esperados. Diante da continuidade do problema, procurou atendimento especializado para descobrir o que estava acontecendo. “Então, finalmente fui a uma especialista e perguntei: ‘Ei, o que está acontecendo aqui?’”, contou.

Após a avaliação médica, Angela recebeu o diagnóstico de alopecia e foi informada de que, em seu caso, os cabelos não voltariam a crescer. A notícia foi difícil de aceitar, especialmente depois das tentativas de recuperar os fios. “Perceber que não havia mais nada que eu pudesse fazer, que aquilo era algo que eu precisava aceitar, foi difícil”, afirmou.

Durante anos, a influenciadora preferiu manter a condição em segredo e utilizou perucas para cobrir a cabeça. A situação mudou quando decidiu transformar sua experiência em uma forma de conscientização sobre a perda capilar e os comentários direcionados à aparência de outras pessoas.

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A dermatologista Tonya McLeod, da Piedmont Plastic Surgery and Dermatology, em Charlotte, explicou à WBTV que existem diferentes tipos de alopecia e que as possibilidades de recuperação dos fios dependem da causa da queda.

Segundo a médica, algumas formas da condição provocam cicatrizes nos folículos capilares, o que pode impedir o crescimento de novos fios. Outras apresentam possibilidades de tratamento, dependendo do diagnóstico. “Se você tem uma alopecia cicatricial, isso pode significar que há tecido cicatricial se formando no folículo capilar, e aquele cabelo pode não voltar a crescer”, explicou.

McLeod também orientou que pessoas com queda de cabelo procurem um dermatologista habilitado, preferencialmente com experiência no atendimento ao seu tipo de cabelo, para identificar a origem do problema. “Cabeleireiros, por mais que gostemos deles, não são as pessoas que devem fazer seu diagnóstico. Isso pode causar ainda mais danos”, afirmou.

Para Angela, a repercussão do vídeo passou a representar uma oportunidade de conversar com mulheres que enfrentavam dificuldades semelhantes às suas. “O lado positivo que surgiu disso para mim foi poder encorajar outras mulheres que estavam sofrendo em silêncio”, declarou.

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