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terça-feira, novembro 3, 2026

Menina que não sente dor, fome ou cansaço é atropelada e surpreende médicos ao sair andando

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A britânica Olivia Farnsworth, de 10 anos, chamou a atenção de médicos após sobreviver a um atropelamento no qual foi arrastada por aproximadamente 40 metros sem demonstrar sentir dor. A menina possui uma condição genética rara, associada à perda de parte do cromossomo 6, que afeta sua percepção de dor, fome e cansaço. O caso ganhou repercussão após a mãe, Niki Trepak, relatar as dificuldades enfrentadas pela filha desde os primeiros meses de vida.

Segundo informações publicadas pelo The Huffington Post, Olivia foi atingida por um carro e arrastada pela via, mas conseguiu se levantar e caminhar após o acidente. Apesar da distância percorrida, apresentou apenas arranhões e uma marca de pneu no peito. “Ela apenas se levantou e veio caminhando de volta para mim”, contou Niki ao jornal.

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De acordo com os médicos que acompanharam o caso, uma possível explicação para a ausência de ferimentos mais graves seria o fato de a menina não ter contraído os músculos durante o impacto. A reação incomum levou profissionais de saúde a apelidarem Olivia de “menina biônica”.

Os sinais da condição, entretanto, já eram percebidos pela família muito antes do atropelamento. Ainda bebê, Olivia apresentava dificuldades para se alimentar e não chorava quando sofria quedas ou pequenos ferimentos.

Aos nove meses, deixou de dormir durante o dia. Com o passar dos anos, chegou a descansar apenas duas horas por noite, situação que preocupava a mãe. Outro episódio ocorreu quando a menina cortou o lábio e não apresentou reação à dor, levando a família a buscar uma investigação médica mais aprofundada.

Após exames, Olivia recebeu o diagnóstico de uma alteração genética relacionada à deleção do braço curto do cromossomo 6, conhecida como deleção 6p. Segundo o grupo de apoio Unique, especializado em alterações cromossômicas raras, aproximadamente 100 pessoas no mundo haviam sido identificadas com a condição, conforme os dados apresentados na reportagem.

Além das alterações relacionadas à dor, à alimentação e ao sono, a menina apresenta episódios ocasionais de comportamento agressivo e explosões emocionais. Apesar disso, a mãe a descreve como uma criança feliz.

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Atualmente, Olivia utiliza medicamentos para auxiliar no sono e mantém uma alimentação seletiva. Segundo a família, suas escolhas alimentares podem ser influenciadas pela rotina escolar, e ela chega a passar longos períodos consumindo apenas determinados alimentos.

A família também recebe apoio da organização Unique, que oferece informações e orientação a pessoas com alterações cromossômicas e seus familiares.

Ao compartilhar a história da filha, Niki afirmou que deseja ampliar a compreensão sobre condições genéticas que nem sempre apresentam sinais perceptíveis à primeira vista.

“Quero que as pessoas parem de julgar. À primeira vista, ninguém percebe que Olivia tem uma condição rara, mas ela enfrenta uma realidade muito diferente das outras crianças”, declarou.

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