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segunda-feira, outubro 26, 2026

Presidente do TSE diz que extensão do horário de votação era inédita e exigia planejamento

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Nunes Marques afirmou que a prorrogação inédita do horário de votação deveria ter sido planejada, mas disse que a Justiça Eleitoral adotou as medidas necessárias. (Foto: Instagram)

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que a prorrogação do horário de votação, inédita na história do processo eleitoral, deveria ter sido planejada. Ele ressaltou, porém, que a Justiça Eleitoral tomou as providências necessárias para cumprir a decisão judicial.

“Prorrogar uma eleição é possível, mas ela tem que ser pensada, calculada e estruturada”, declarou Nunes Marques depois da confirmação do resultado, que garantiu a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva. “Nunca, na história do TSE, houve qualquer prorrogação”, acrescentou. O ministro disse que, apesar das circunstâncias, as medidas adotadas foram bem-sucedidas e que havia segurança sobre o processo eleitoral.

Lula (PT) derrotou o senador Flávio Bolsonaro (PL) neste domingo. Com 99,99% das seções apuradas, o presidente obteve 51,79% dos votos válidos, ante 48,21% do adversário. Nunes Marques afirmou que a decisão do ministro do STF Cristiano Zanin, que estendeu por duas horas o encerramento da votação, trouxe dificuldades ao processo. A medida, solicitada pelas duas campanhas, alcançou apenas as urnas que ainda estavam abertas.

A campanha de Lula havia pedido ao TSE que apurasse relatos de problemas de transporte em cidades onde eleitores estariam enfrentando dificuldades para votar. Com a proximidade do encerramento da votação, o pedido também foi levado ao STF. A campanha alegou falta de ônibus em Salvador, Feira de Santana e Lauro de Freitas, na Bahia.

Depois, a campanha de Flávio Bolsonaro também solicitou mais duas horas de votação em cidades de São Paulo, Paraná e Santa Catarina, citando as condições climáticas. Mesmo após a decisão de prorrogação, a falta de comunicação oficial por um período fez com que várias seções encerrassem os trabalhos às 17h. Mesários de diferentes capitais relataram que locais de votação fecharam no horário previsto inicialmente.

Flávio afirmou que não reconhece a derrota e que pedirá a anulação do pleito. Segundo ele, a decisão de Zanin alterou as regras com a votação em andamento. “É impossível reconhecer o resultado das eleições no contexto que as coisas aconteceram. Vamos pedir a anulação”, disse após a divulgação do resultado. No primeiro turno, ele havia recebido 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula.

Nunes Marques também destacou que a abstenção foi menor do que na primeira etapa da eleição. Analistas apontavam o comparecimento às urnas como um dos fatores decisivos, pois, historicamente, eleitores mais propensos a apoiar Lula e o PT costumam votar em menor proporção. Após o encerramento da votação, o presidente do TSE disse ter telefonado para Lula e Flávio para comunicar o resultado do segundo turno, que deu ao presidente um quarto mandato.

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