Aos 98 anos, Adelmira Adão, moradora de Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo, mantém uma rotina de corridas que começou há mais de duas décadas, após a morte do marido. Conhecida nas redes sociais como “vovó corredora”, a idosa costuma sair de casa antes das 5h da manhã e percorrer entre 7 e 12 quilômetros, pelo menos três vezes por semana.
Segundo informações do g1, Adelmira já participou de mais de 30 corridas realizadas no Espírito Santo, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. Em 2009, conquistou o primeiro lugar no Campeonato Estadual de Atletismo da Terceira Idade.
A prática esportiva passou a fazer parte de sua vida depois que ficou viúva, aos 74 anos. Na época, ela procurou um grupo de atividades físicas voltado à terceira idade como uma maneira de conhecer outras pessoas. Um ano depois, participou de sua primeira competição, mesmo sem ter experiência anterior em provas de corrida.
++ Lágrimas, aplausos a Janones e gritos contra Flávio marcam vitória de Lula
David Adão, neto da atleta, relembrou que a avó estava inscrita em uma atividade de caminhada, mas decidiu acompanhar os corredores assim que foi dada a largada. “Esse primeiro evento reuniu dois grupos: um de caminhada da terceira idade, que minha avó fazia parte, e corredores. Quando tocou o primeiro sinal era para os corredores saírem na frente, mas vovó foi junto. Tinha um pessoal falando ‘não é para você ir agora, não’, mas ela ignorou, correu e completou 10 km de primeira”, contou.
Desde então, Adelmira continuou participando de competições e incorporou os treinos à rotina. Antes de sair de casa, costuma fazer suas orações, colocar os tênis e prender o cabelo com uma faixa. Apesar da idade, prefere realizar os percursos sem companhia. “Vou eu e Deus. Não gosto de falação no meu ouvido, não”, brincou.
A idosa mora com David, que trabalha como vigilante e costuma acompanhá-la nas competições. Durante os treinos, porém, ela mantém a preferência por correr sozinha.
A presença de Adelmira nas ruas também chama a atenção de quem a encontra durante os exercícios. Segundo ela, algumas pessoas chegam a questionar sua capacidade de completar os trajetos por causa da idade. “Tem gente que me olha correndo e comenta ‘Que velha maluca! Não vai aguentar’, mas eu faço como quem não está escutando e continuo”, relatou ao g1.
++ Como Janones criou um exército digital para a campanha de Lula e que espaço terá no governo
Para a atleta, a corrida também está relacionada ao bem-estar. Ao falar sobre o motivo de continuar praticando a atividade, ela explicou que os exercícios fazem parte dos momentos de que mais gosta. “Eu gosto de correr. Refresca a minha mente e eu me sinto bem”, afirmou.



