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quarta-feira, novembro 4, 2026

Atleta perde título de mulher mais forte do mundo após organização descobrir que é trans

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A norte-americana Jammie Booker perdeu o título de mulher mais forte do mundo de 2025 após os organizadores do Official Strongman Games World Championship concluírem que ela não atendia aos critérios de participação da categoria feminina. A decisão ocorreu depois da competição realizada em novembro, em Arlington, no Texas, nos Estados Unidos, quando a organização tomou conhecimento de que a atleta é uma mulher transgênero.

Booker havia conquistado o primeiro lugar na categoria Women’s Open, mas o resultado passou a ser investigado dias depois do encerramento do torneio. Segundo as informações divulgadas, os organizadores receberam imagens explícitas de um período em que a competidora atuava na indústria de filmes adultos, o que levou à apuração de sua elegibilidade.

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Após a investigação, a organização anunciou a desclassificação da atleta e afirmou que as regras da competição determinam que os participantes disputem as categorias correspondentes ao sexo biológico atribuído ao nascimento. “Se soubéssemos disso, ou se essa informação tivesse sido declarada antes ou durante a competição, essa atleta não teria sido autorizada a competir na categoria Women’s Open”, declarou a organização.

Com a mudança no resultado, Andrea Thompson, que havia terminado a disputa na segunda colocação, foi reconhecida como campeã. Durante a cerimônia de premiação, antes da decisão dos organizadores, ela já havia demonstrado insatisfação com o resultado, classificando a vitória de Booker como “uma besteira”. Em seguida, deixou o pódio.

Booker contestou a desclassificação nas redes sociais e questionou a existência de uma regra que justificasse sua exclusão da categoria. Segundo a atleta, as organizações envolvidas não apresentaram o regulamento que ela teria descumprido. “Já me disseram repetidas vezes que violei uma ‘política claramente estabelecida’, mas nenhuma organização conseguiu me mostrar essa política”, afirmou.

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A decisão também provocou manifestações de outras participantes. A tricampeã Rebecca Roberts declarou que as competidoras não tinham conhecimento de que Booker era uma mulher transgênero e criticou a falta de transparência em relação aos critérios de participação. “Mulheres transgênero, pessoas que nasceram biologicamente homens, não deveriam competir na categoria feminina. O que aconteceu neste fim de semana não foi transparente. Nenhuma de nós sabia. Nem mesmo os organizadores sabiam. E, quando a justiça da competição é surpreendida dessa forma, a confiança no esporte começa a ser abalada”, disse Rebecca.

Outra participante, Jade Dickens, também afirmou que desconhecia a informação durante o campeonato e que teria reagido antes do encerramento da disputa caso soubesse. “Fiquei extremamente revoltada. Se eu soubesse, certamente teria tomado alguma providência antes do fim da competição. Mas ninguém sabia”, declarou.

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