A Calixcoca, vacina terapêutica desenvolvida pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) para o tratamento da dependência de cocaína e crack, avançará para a fase de testes clínicos em humanos após receber um investimento de R$ 10 milhões do governo de Minas Gerais. O financiamento foi anunciado durante uma reunião entre o secretário estadual de Saúde, Fábio Baccheretti, e a reitora da universidade, Sandra Regina.
O novo aporte permitirá que a pesquisa passe dos estudos realizados em camundongos para a avaliação em voluntários. As etapas anteriores receberam recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG).
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“É um recurso do estado. As primeiras fases do estudo foram fomentadas pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG), e agora com os resultados promissores em camundongos, agora vem o ensaio clínico. A reitora nos pediu apoio e colocamos os primeiros R$ 10 milhões para que ela consiga fazer esses ensaios. Ela é muito promissora porque sua plataforma pode ser capaz de criar vacinas contra novas formas sintéticas”, explicou Baccheretti durante encontro com a imprensa local.
Desenvolvida a partir de compostos químicos, a Calixcoca vem sendo pesquisada como uma estratégia para reduzir os efeitos da cocaína e do crack no organismo e contribuir para o tratamento da dependência dessas substâncias.
Antes do início dos testes em pessoas, a UFMG mantém articulações com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para definir os procedimentos necessários para a nova etapa da pesquisa.
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“Temos reuniões com a Anvisa para ver quais são os procedimentos adotados. Teste clínicos são com as pessoas, e esse aporte inicial vai deixar com que a gente deixe esse salto. Os testes devem começar em breve, mas deve demorar de um a dois anos para termos esse resultado. Temos uma demanda social muito grande e acreditamos que vai mudar todo o tratamento da dependência do crack e cocaína”, afirmou a reitora.
Com o financiamento confirmado, a próxima fase será dedicada aos ensaios clínicos, que deverão avaliar a segurança e a eficácia da Calixcoca em humanos. Segundo a reitora, os resultados dessa etapa podem levar de um a dois anos.



