Satoru Takaba manteve alugado e preservado por 26 anos o apartamento onde sua esposa, Namiko Takaba, foi assassinada em 1999, em Nagoya, no Japão, para evitar que possíveis provas do crime fossem perdidas. O caso avançou em 2025, quando novas análises de DNA levaram a polícia até Kumiko Yasufuku, ex-colega de Satoru, que foi presa e confessou o assassinato.
Namiko tinha 32 anos quando foi morta dentro da residência da família, em 13 de novembro de 1999. No momento do crime, ela estava com o filho de 2 anos. Durante a perícia, investigadores encontraram vestígios de sangue e pegadas atribuídos a uma terceira pessoa.
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Apesar das evidências recolhidas no imóvel, a investigação não conseguiu identificar o responsável naquele momento. Mais de 5 mil pessoas chegaram a ser ouvidas durante as apurações, mas o caso permaneceu sem solução.
Satoru deixou o apartamento para criar o filho, mas decidiu continuar pagando o aluguel do imóvel. Durante todos esses anos, ele manteve o local sem limpeza ou alterações para preservar a cena onde a mulher havia sido morta e impedir que eventuais vestígios desaparecessem.
Enquanto o caso permanecia aberto, uma mudança na legislação japonesa também passou a ter importância para a investigação. Em 2010, o Japão aboliu o prazo de prescrição para homicídios graves, permitindo que crimes desse tipo continuassem sendo investigados independentemente do tempo transcorrido.
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Em 2025, com novas tecnologias disponíveis para análise genética, a polícia de Nagoya voltou a examinar amostras recolhidas na época do assassinato. Os novos testes de DNA direcionaram a investigação para Kumiko Yasufuku, que havia trabalhado com Satoru na época do crime.
Após ser identificada durante a nova etapa da investigação, Kumiko foi presa. Diante das evidências obtidas pelos investigadores, ela confessou ter assassinado Namiko, 26 anos depois do crime.



