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terça-feira, setembro 22, 2026

Perder um animal de estimação pode provocar luto tão intenso quanto a morte de uma pessoa

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A perda de um animal de estimação pode provocar sintomas associados ao transtorno do luto prolongado, condição atualmente diagnosticada apenas após a morte de uma pessoa. A conclusão aparece em um estudo publicado na revista científica PLOS One, que analisou dados de 975 adultos do Reino Unido e comparou as reações à morte de animais de companhia e de pessoas próximas.

Entre os participantes que já haviam perdido um animal, mais de um em cada cinco afirmou que essa havia sido a perda mais angustiante que enfrentou, inclusive na comparação com mortes de pessoas próximas. Os pesquisadores também identificaram que 7,5% daqueles que passaram pela morte de um pet atingiram o limite estabelecido no estudo para provável transtorno do luto prolongado.

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Os resultados mostraram ainda que manifestações associadas ao luto prolongado, como dor emocional intensa, dificuldade para aceitar a morte e saudade persistente, apareceram de maneira semelhante quando a perda envolvia uma pessoa ou um animal.

“Participantes que perderam um animal de estimação tiveram 27% mais chances de atender aos requisitos diagnósticos para transtorno do luto prolongado em comparação com aqueles que não perderam um animal de estimação”, escreveram os autores.

Philip Hyland, da Universidade de Maynooth e principal autor do estudo, também chamou atenção para a maneira como esse tipo de perda pode ser tratado socialmente. “Muitos tutores de animais de estimação vivenciam um luto intenso após a morte de seu animal”, escreveu.

Segundo o pesquisador, algumas pessoas enfrentam ainda outras dificuldades ao demonstrar o sofrimento provocado pela perda: “Muitos também relatam sentimentos de vergonha, constrangimento e isolamento como resultado de expressarem seu luto pelo animal de estimação falecido”.

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A taxa de 7,5% encontrada entre pessoas que perderam animais foi comparável aos resultados relacionados à morte de pessoas próximas, incluindo irmãos e amigos próximos. Quem havia enfrentado a perda de um pet também apresentou maior probabilidade de atingir os critérios utilizados para avaliar o transtorno do que aqueles que não haviam passado pela mesma experiência.

O estudo não propõe uma alteração imediata nas diretrizes utilizadas para o diagnóstico do transtorno do luto prolongado. Os pesquisadores, no entanto, apontam para a necessidade de profissionais de saúde mental considerarem o impacto da morte de animais de estimação, especialmente quando os sintomas permanecem por períodos prolongados ou interferem nas atividades diárias.

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