Um ataque cibernético investigado na Espanha envolveu um agente de inteligência artificial que conseguiu identificar uma vulnerabilidade, acessar o sistema de uma empresa e modificar dados pessoais sem intervenção humana. O caso foi divulgado pela Agência Espanhola de Proteção de Dados (AEPD) na segunda-feira (14), após a entidade receber uma notificação sobre o incidente.
Segundo a agência, o ataque começou com a atuação de um agente de IA que utilizou um modelo de linguagem para procurar falhas no sistema da empresa afetada. Depois de encontrar uma brecha, o programa conseguiu entrar no aplicativo e realizar alterações nas informações armazenadas.
A AEPD classificou o episódio como a primeira notificação recebida pela entidade sobre uma violação de dados pessoais causada por um ataque executado por um agente de inteligência artificial. A agência informou que o caso ainda depende de uma investigação mais detalhada.
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O episódio ocorre em um momento de avanço no uso de sistemas capazes de executar tarefas com diferentes níveis de autonomia. A própria AEPD tem destacado riscos relacionados a agentes de IA, incluindo acesso indevido a dados pessoais, escalada de privilégios e tomada de controle de sistemas automatizados.
Outro caso envolvendo inteligência artificial e operações autônomas foi relatado em agosto, durante a guerra entre Rússia e Ucrânia. Segundo informações publicadas pelo The New York Times, investigadores ucranianos identificaram componentes de inteligência artificial em drones russos testados na região de Zaporizhzhia.
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De acordo com a publicação, um desses drones matou três pessoas em um ataque ocorrido em 6 de julho. Segundo autoridades ucranianas e especialistas que analisaram os destroços, operadores humanos direcionaram o equipamento até a região de um posto de gasolina, mas o sistema embarcado teria escolhido de forma autônoma o alvo específico na etapa final do ataque.
O caso espanhol, por sua vez, envolve a utilização de IA em um ambiente corporativo e a alteração de dados pessoais após a exploração de uma vulnerabilidade. A AEPD vem acompanhando os riscos associados a sistemas agênticos, especialmente em relação ao controle de acessos, à supervisão humana e à segurança de ambientes nos quais esses agentes podem interagir diretamente com dados e aplicações.



