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terça-feira, setembro 15, 2026

Após vencer o câncer e receber osso da perna no braço, menino se torna estrela do basquete

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Myles Grimmett tinha apenas 5 anos quando foi diagnosticado com um raro câncer ósseo no braço direito. Para evitar a amputação do braço dominante, passou por uma cirurgia inovadora na Cleveland Clinic, que transplantou um osso da sua perna esquerda para substituir o osso afetado. Hoje, aos 14 anos, o adolescente é destaque no time de basquete da escola, surpreendendo médicos com sua recuperação e habilidade.

Em 2016, Myles voltou da creche reclamando de dores no ombro. “Ele tinha um pequeno inchaço, mas disse que tinha batido na parede”, conta Brittney Atkinson, mãe do garoto, à PEOPLE. O inchaço cresceu, e o pai sugeriu uma consulta ao pediatra. Após um raio-X, a família recebeu um diagnóstico grave: osteossarcoma, um câncer ósseo em estágio avançado.

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Até pouco tempo atrás, o tratamento para esse tipo de câncer era a amputação do membro afetado. Mas o cirurgião ortopédico Dr. Nathan Mesko, chefe da Seção de Oncologia Ortopédica da Cleveland Clinic, optou por um procedimento mais criativo: transplantar a fíbula, um osso “redundante” da perna de Myles, para o braço, depois que a quimioterapia tivesse reduzido o tumor. “Eu realmente acho que podemos conseguir. Esta é a melhor chance de dar um braço a Myles e deixá-lo livre do câncer”, disse o médico à família antes da cirurgia de 18 horas.

Após o transplante, Myles enfrentou o desafio de recuperar os movimentos do braço. Três meses depois, em um acidente durante uma brincadeira, ele quebrou o osso transplantado, que se curou como se fosse o original.

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Hoje, ele é um destaque no time de basquete da escola, aprendendo a arremessar com a mão esquerda, já que a direita ainda está em recuperação. “Eu realmente não penso nisso. Simplesmente sinto que não aconteceu de verdade. Meu corpo funciona normalmente”, diz o adolescente.

Dr. Mesko destaca a recuperação surpreendente do garoto: “Eu, em um milhão de anos, nunca imaginei que ele seria capaz de mover completamente a mão acima da cabeça, arremessar uma bola de basquete… Isso me surpreendeu”.

Myles agora tem planos de continuar no basquete durante todo o ensino médio. “Me sinto abençoado por eles terem me ajudado, porque eu não saberia o que fazer se perdesse meu braço”, afirma.

Para o médico, a história do garoto é uma lição sobre resiliência: “Ver alguém que enfrentou o desafio e simplesmente saiu na frente é emocionante. Eu teria dito que ficaria feliz se ele tivesse um braço em cinco anos e estivesse livre do câncer. Ele está indo muito além disso”.

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