
Polícia da Coreia do Sul investiga campanha polêmica da Starbucks (Foto: Instagram)
A polícia da Coreia do Sul conduziu uma operação nos escritórios da Starbucks no país nesta quarta-feira (5/8). A ação faz parte de uma investigação iniciada após uma campanha publicitária da empresa ter sido acusada de difamar ativistas falecidos nos protestos pró-democracia de 1980. A informação foi divulgada pela agência AFP.
++ Comissária é lançada a 90 metros após colisão de avião nos EUA e sobrevive
A Starbucks na Coreia do Sul lançou, no dia 18 de maio, a campanha "Dia do Tanque", promovendo uma nova linha de copos grandes chamada "SS Tank". A data coincidiu com o 46º aniversário do Levante de Gwangju, no qual, de acordo com dados oficiais, 165 civis morreram quando o regime militar da época enviou tanques para reprimir manifestantes.
++ Universitária descobre tumor cerebral após sintomas serem atribuídos ao estresse
Após o lançamento da campanha, representantes das famílias das vítimas e organizações civis registraram uma queixa contra membros do Grupo Shinsegae, responsável pela operação da Starbucks no país, acusando-os de difamação.
A campanha foi criticada por tratar de forma leviana um dos principais símbolos da luta pela democracia na Coreia do Sul e por desrespeitar a memória das vítimas, que são vistas como mártires por muitos sul-coreanos.
O slogan "Bata na mesa!" usado no anúncio foi associado por críticos a uma tentativa de encobrir a morte sob tortura do estudante e ativista Park Jong-chol em 1987, fato que intensificou os protestos que culminaram na redemocratização do país.
REAÇÃO DA EMPRESA
Devido à reação negativa, a campanha foi retirada do ar poucas horas após seu lançamento. A empresa também demitiu o CEO da Starbucks no país e emitiu um pedido público de desculpas através de seu presidente, Chung Yong-jin, reconhecendo a seriedade das repercussões.



