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domingo, outubro 18, 2026

STF autoriza investigação sobre Lulinha por suspeita de tráfico de influência

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O empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha e filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), passou a ser alvo de um inquérito da Polícia Federal (PF). A abertura da investigação foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o caso tramita sob sigilo.

A apuração busca esclarecer suspeitas de corrupção e tráfico de influência relacionadas a negociações envolvendo o setor de cannabis medicinal no Ministério da Saúde. Segundo a investigação, a PF pretende verificar se Lulinha teria utilizado sua proximidade com o presidente da República para favorecer interesses privados em tratativas com a pasta.

Entre os nomes citados no inquérito estão a empresária Roberta Luchsinger, proprietária de uma consultoria, e o lobista Antônio Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Preso em outra investigação da Polícia Federal, Antunes é apontado como um dos principais investigados no esquema de descontos ilegais em benefícios de aposentados e pensionistas.

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De acordo com as investigações, o lobista mantinha negócios ligados ao mercado de cannabis medicinal e esteve diversas vezes no Ministério da Saúde entre 2024 e 2025. Em parte dessas visitas, apresentou-se como representante de empresas do setor e, em pelo menos uma ocasião, esteve acompanhado de Roberta Luchsinger.

Documentos reunidos pela Polícia Federal também apontam transferências financeiras de aproximadamente R$ 1,5 milhão realizadas por Antunes para a empresária. Em uma das movimentações, segundo os investigadores, o lobista teria mencionado que parte dos recursos seria destinada “ao filho do rapaz”, referência que a PF analisa para verificar uma possível ligação com Lulinha.

A defesa de Roberta Luchsinger afirma que os valores recebidos correspondem ao pagamento por serviços de consultoria prestados ao empresário.

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Outro fato que integra a investigação é uma viagem realizada por Lulinha e Antônio Camilo Antunes a Portugal, em novembro de 2024. Segundo os advogados do empresário, a visita teve como objetivo conhecer uma fábrica especializada em produtos derivados de cannabis medicinal e não resultou em qualquer parceria comercial.

Em nota, o advogado Marco Aurélio de Carvalho, que representa Lulinha, afirmou ter recebido a abertura do inquérito com “perplexidade” e classificou a investigação como uma possível “fishing expedition” — expressão utilizada no meio jurídico para descrever apurações sem indícios concretos em busca de eventuais irregularidades.

Ao comentar o caso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que não utilizará o cargo para interferir na investigação. Em entrevista recente, afirmou que o filho não receberá tratamento diferenciado e que, caso seja responsabilizado por algum crime, deverá responder à Justiça como qualquer outro cidadão.

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