O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) comentou pela primeira vez, nesta quarta-feira (29), as declarações feitas pelo presidente da Argentina, Javier Milei, durante um evento político realizado no último fim de semana. Em discurso na convenção nacional do PSB, em Brasília, Lula classificou as falas do líder argentino como uma “patacoada” e afirmou que não pretende responder às provocações.
“Vocês viram a patacoada que fez aqui o presidente da Argentina. Eu não falei nada porque a minha relação é uma relação de chefe de Estado com Estado. E eu gosto do povo argentino e não vou ficar trocando coisa com aquela coisa”, declarou o presidente.
As declarações fazem referência à participação de Milei na convenção que oficializou a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. Durante o evento, o argentino dirigiu ofensas a Lula, chamando-o de “ladrão” e “presidiário”, além de atacar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
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A fala ocorreu durante a convenção do PSB que confirmou o vice-presidente Geraldo Alckmin como candidato à reeleição na chapa ao lado de Lula. Em seu discurso, o presidente destacou a parceria com Alckmin e ressaltou a confiança construída ao longo do atual mandato.
“Com Alckmin, a gente nunca vai pensar de que vai dormir e vai ter um golpe no dia seguinte de manhã”, afirmou.
Lula também abordou a relação do Brasil com os Estados Unidos e disse que busca manter um diálogo institucional com o presidente Donald Trump, apesar das divergências políticas.
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“O Trump, às vezes, ele fica querendo brigar comigo, eu não quero briga com ele. Eu não sou bobo. O cara diz que tem os maiores navios do mundo, as maiores bombas atômicas do mundo, maior avião do mundo, tem o maior Exército do mundo. Eu quero briga com ele, porra? Eu só tenho vocês, cara. Eu não quero briga. Eu quero paz e quero derrotá-los na narrativa”, declarou.
Além de oficializar a candidatura de Alckmin, a convenção confirmou a aliança entre o PSB e a federação formada por PT, PV e PCdoB para as eleições deste ano. O encontro reuniu lideranças partidárias, parlamentares e integrantes do governo federal, incluindo ministros e representantes da base aliada.
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