Os Estados Unidos enfrentam o maior surto de sarampo registrado em mais de 35 anos. Dados divulgados pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) mostram que o país contabilizou 2.318 casos confirmados da doença até o dia 23 de julho, o maior número desde o início da década de 1990.
Segundo o levantamento, 2.032 infecções foram identificadas em 45 estados e territórios norte-americanos, enquanto outros 16 casos envolveram visitantes internacionais. A maior parte das ocorrências está relacionada a surtos locais, o que evidencia a rápida disseminação do vírus em comunidades com baixa cobertura vacinal.
Ao longo de 2026, as autoridades sanitárias registraram 35 novos surtos de sarampo. Aproximadamente 93% dos casos confirmados têm ligação direta com esses focos de transmissão. Somando os registros mais recentes aos surtos iniciados em 2025, o total de infecções já supera qualquer marca registrada desde 1991.
Diante do avanço da doença, a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) reforçou a necessidade de intensificar a vigilância epidemiológica, especialmente em regiões onde a vacinação não alcança os índices recomendados para impedir a circulação do vírus.
Brasil mantém certificado de eliminação
Embora o cenário nos Estados Unidos tenha colocado autoridades de saúde em alerta, o Brasil continua com o certificado de eliminação do sarampo, reconquistado em 2024 junto à Opas. Ainda assim, o surgimento de casos isolados exige monitoramento constante.
Recentemente, três infecções foram confirmadas no estado de São Paulo, levando os órgãos de saúde a reforçar a vigilância e a recomendar que a população mantenha a vacinação em dia para evitar a reintrodução da doença no país.
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Sintomas e prevenção
O sarampo é uma doença altamente contagiosa causada por um vírus e costuma provocar febre alta, tosse persistente, coriza, conjuntivite e manchas vermelhas que se espalham pelo corpo.
Especialistas destacam que a vacinação continua sendo a principal estratégia para prevenir novos surtos. No Brasil, a imunização é realizada por meio da vacina tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola. O imunizante é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sendo fundamental para manter a chamada imunidade coletiva e reduzir o risco de transmissão do vírus.
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