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quarta-feira, setembro 16, 2026

Dólar estável em R$ 5,08, mas Ibovespa despenca 1,52% com tarifas de Trump

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Dólar recua levemente frente ao real após pacote de tarifas dos EUA (Foto: Instagram)

O dólar teve uma leve queda de 0,06% em relação ao real, sendo cotado a R$ 5,08 nesta sexta-feira (24/7). O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, encerrou o dia em forte baixa de 1,52%, atingindo 174 mil pontos.

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Durante o pregão, o mercado sofreu pressão devido ao novo pacote de tarifas dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, anunciado na quinta-feira (23/7). A medida, que entrou em vigor nesta sexta-feira, prevê sobretaxas de até 12,5%.

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Esta nova tarifa se soma ao tarifaço de 25% anunciado pelo presidente americano, Donald Trump, na semana anterior. Apesar de serem cobradas em conjunto, as tarifas têm origens distintas.

Os 12,5% foram aplicados sob a justificativa de que o Brasil não combateu adequadamente o trabalho forçado. Já os 25%, em vigor desde 22 de julho, baseiam-se na Seção 301 da Lei de Comércio dos EUA, de 1974.

A legislação permite que o Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos investigue políticas de governos estrangeiros que possam prejudicar interesses americanos. Combinadas, as medidas podem elevar a carga tarifária sobre produtos brasileiros para até 37,5%.

PETRÓLEO
Nesta sexta-feira, o preço do petróleo caiu após um forte aumento no dia anterior, o que ajudou a aliviar a tensão entre investidores devido ao tarifaço.

O barril do Brent, referência internacional, recuou 3,88%, cotado a US$ 96,78. O West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caiu 3,12%, para US$ 89,31 por barril.

CESSAR-FOGO
A queda no preço do petróleo resultou de uma proposta de cessar-fogo apresentada pelos Estados Unidos. Contudo, detalhes sobre o acordo não foram divulgados.

Na quinta-feira (23/7), o preço do petróleo disparou, com o Brent subindo mais de 7%, superando novamente os US$ 100 por barril. O cenário era de um possível colapso nas principais rotas de exportação de petróleo no Oriente Médio.

ATAQUES
Os problemas no Estreito de Ormuz foram agravados por ataques dos houthis, grupo armado iemenita, contra dois petroleiros sauditas no Estreito de Bab el-Mandeb.

Antes da guerra no Irã, iniciada em 28 de fevereiro, cerca de 20% da produção mundial de petróleo passava por Ormuz. Estima-se que outros 5% passavam por Bab el-Mandeb.

JUROS NOS EUA
Na quinta-feira, a alta do petróleo teve um efeito negativo nos mercados, aumentando temores de inflação global.

Esse receio aumentou as expectativas de um possível aumento dos juros nos EUA. Na próxima semana, o Federal Reserve (Fed) se reunirá para discutir a taxa, atualmente entre 3,50% e 3,75%.

PREVISÃO DE ALTA
Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, há 55,4% de chance de os juros subirem 0,25 ponto percentual, para entre 3,75% e 4,00%. A possibilidade de um aumento de 0,50 ponto percentual é de 24,7%.

Outro indicador de que a economia americana está aquecida foi divulgado pela S&P Global. O índice PMI composto dos EUA subiu para 53,6 pontos em julho, ante 51,9 em junho, o maior nível em oito meses.

BOLSAS GLOBAIS
Apesar das tensões, as bolsas europeias fecharam em alta. Em Londres, o FTSE 100 subiu 0,91%, enquanto em Frankfurt, o DAX avançou 1,33%. Em Paris, o CAC 40 teve alta de 0,88%.

Em Nova York, às 15h30, o S&P 500 estava estável com alta de 0,10%. O Dow Jones subia 0,40%, enquanto o Nasdaq caía 0,51%.

DÓLAR NO MUNDO
O índice DXY, que mede o dólar frente a seis moedas fortes, estava estável nesta sexta-feira, com uma leve alta de 0,03%, aos 101,48 pontos.

IBOVESPA
No Ibovespa, as principais ações caíram. Às 16h20, antes do fechamento, as ações da Petrobras caíam 1,95% e as da Vale, 0,44%. As quedas também afetaram os principais bancos.

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