Uma pesquisa internacional revelou que macacos são capazes de reconhecer padrões e formas geométricas em um nível comparável ao de crianças em idade pré-escolar. Os resultados reforçam a hipótese de que a capacidade de compreender conceitos geométricos básicos não é exclusiva dos seres humanos, mas faz parte de habilidades cognitivas compartilhadas entre diferentes primatas.
O estudo, conduzido por pesquisadores da Universidade Carnegie Mellon, nos Estados Unidos, foi publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences. Para avaliar essa capacidade, a equipe comparou o desempenho de oito macacos de duas espécies distintas, crianças em fase pré-escolar e adultos com baixa escolaridade formal.
Durante os testes, os participantes utilizaram uma tela sensível ao toque para identificar pares de figuras geométricas. O desafio consistia em reconhecer formas equivalentes mesmo quando apresentavam diferenças de tamanho ou orientação. Crianças e adultos receberam apenas instruções básicas antes da atividade, precisando aprender a tarefa por tentativa e erro. Quando acertavam, recebiam um retorno positivo; no caso das crianças e dos macacos, também havia recompensas.
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A análise mostrou que primatas e crianças apresentaram resultados muito próximos, enquanto os adultos tiveram desempenho significativamente superior. Segundo os pesquisadores, essa diferença está relacionada ao desenvolvimento proporcionado pela educação formal, que amplia e aperfeiçoa habilidades cognitivas já existentes.
De acordo com a pesquisadora Jessica Cantlon, uma das autoras do estudo, as conclusões indicam que o pensamento abstrato não surgiu exclusivamente nos seres humanos. Em vez disso, parte das bases do raciocínio matemático parece ter origem em capacidades cognitivas compartilhadas com outros primatas ao longo da evolução.
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Os cientistas afirmam que a escolarização não cria essas competências do zero, mas fortalece e aprimora uma aptidão intuitiva para reconhecer propriedades geométricas, como formas, ângulos e relações espaciais, que já estariam presentes em humanos e em seus parentes evolutivos mais próximos. A descoberta contribui para uma melhor compreensão da origem das habilidades matemáticas e do desenvolvimento cognitivo das diferentes espécies.
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