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domingo, agosto 16, 2026

Dólar cai para R$ 5,08 enquanto Bolsa fecha estável

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Dólar em baixa a R$ 5,089 e Ibovespa próximo da estabilidade (Foto: Instagram)

Nesta segunda-feira (20/7), o dólar comercial encerrou o dia em baixa, sendo cotado a R$ 5,089. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), terminou o pregão próximo da estabilidade, com uma leve queda de 0,20%, registrando 173,3 mil pontos.

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O início da semana no mercado foi marcado pela expectativa em relação aos desdobramentos das negociações diplomáticas entre Estados Unidos e Irã, além da divulgação dos resultados financeiros das grandes empresas de tecnologia americanas, que estão previstos para os próximos dias. Esse cenário contribuiu para uma redução parcial na aversão ao risco, beneficiando a moeda brasileira, apesar de os investidores permanecerem cautelosos na Bolsa.

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Mesmo com a valorização do dólar no mercado internacional, a moeda americana caiu em relação ao real. O índice DXY, que avalia o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, subiu 0,21%, atingindo 100,98 pontos.

De acordo com o planejador financeiro Jose Áureo Viana, a redução parcial da aversão ao risco global e o elevado diferencial de juros entre Brasil e EUA favoreceram a moeda brasileira. "O real é beneficiado pela diminuição parcial da aversão ao risco, pela perspectiva das negociações diplomáticas no Oriente Médio e pelo ainda elevado diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos", afirmou Viana.

A análise também destacou que a queda dos juros futuros e a nova redução das projeções do IPCA para 2026, divulgadas pelo Boletim Focus, ajudaram a sustentar o movimento do câmbio.

A Bolsa apresentou um comportamento sem direção definida. O Ibovespa começou em alta, seguindo o bom desempenho dos mercados internacionais, mas perdeu força ao longo do pregão.

"O índice encontrou algum suporte nas altas da Petrobras e de alguns grandes bancos, além da queda do dólar e dos juros futuros. Por outro lado, a Vale recuou acompanhando a baixa do minério de ferro, limitando o desempenho da Bolsa devido ao seu peso relevante no índice", analisou Viana.

Houve uma rotação entre setores no mercado, sem um movimento consistente de alta ou baixa. "Aparentemente, o pregão apresentou mais uma rotação entre setores do que um movimento consistente de alta do mercado", acrescentou.

Entre as ações de destaque no índice, a Petrobras fechou em alta de 0,68%, enquanto a Vale caiu 1,38%. No setor bancário, o Santander se destacou positivamente, avançando 1,35%.

O petróleo, por sua vez, sustentou a alta da Petrobras. O barril do tipo Brent, referência internacional, subiu 1,27%, fechando o dia a US$ 89,22. O WTI terminou praticamente estável, com uma leve queda de 0,01%, cotado a US$ 82,48.

Os preços do petróleo continuam sustentados pelas preocupações do mercado em relação ao Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o comércio global da commodity.

Nos Estados Unidos, os principais índices de ações fecharam o dia sem direção única. O S&P 500 caiu 0,19%, o Dow Jones recuou 0,59% e o Nasdaq 100 teve uma leve alta de 0,04%.

O mercado americano continua dividido entre as expectativas positivas para os resultados financeiros das empresas de tecnologia e as incertezas relacionadas ao cenário geopolítico internacional.

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