O Brasil passou a integrar, pela primeira vez, a lista dos países mais afetados por ataques de ransomware desde o início do monitoramento realizado pela plataforma Ransomware.live. Em junho, o país registrou 23 casos, ocupando a terceira posição no ranking mundial, atrás apenas dos Estados Unidos e da Alemanha.
Os dados foram divulgados pela Cohesity, empresa especializada em segurança da informação, com base nas informações reunidas pela plataforma, que monitora sites utilizados por grupos criminosos para divulgar vítimas e negociar o pagamento de resgates.
O ransomware é um tipo de software malicioso que impede o acesso a sistemas ou arquivos de empresas e organizações. Após invadir a rede, os criminosos exigem o pagamento de um resgate para restaurar os dados, muitas vezes ameaçando divulgar ou excluir permanentemente as informações caso a exigência não seja atendida.
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No levantamento referente a junho, os Estados Unidos lideraram com 199 registros, seguidos pela Alemanha, com 49. O Brasil aparece na sequência com 23 ataques, superando países como Reino Unido, Índia, Canadá, França, Itália, México e Tailândia.
Segundo especialistas da Cohesity, a presença do Brasil entre os principais alvos pode indicar uma mudança de estratégia dos grupos de ransomware. A avaliação é que os criminosos estejam direcionando suas ações para países onde a capacidade de resposta a incidentes e a cooperação entre autoridades ainda apresentam desafios.
Apesar de o número global de ataques ter diminuído em junho, o cenário continua preocupante. A plataforma registrou 708 vítimas no mundo durante o mês, uma redução de 10,5% em relação às 791 ocorrências contabilizadas em maio. Ainda assim, o volume permanece elevado quando comparado ao histórico dos últimos doze meses.
Entre os setores mais afetados, empresas que prestam serviços para outras empresas (B2B) lideraram os registros, seguidas pelos segmentos de manufatura, tecnologia, serviços ao consumidor, saúde, agricultura, construção, transporte, serviços financeiros e educação. Desses, apenas o setor de serviços ao consumidor apresentou aumento no número de vítimas em relação ao mês anterior.
Para especialistas em segurança digital, o levantamento reforça a necessidade de ampliar investimentos em proteção cibernética, atualização de sistemas, cópias de segurança e treinamento de usuários. Essas medidas são consideradas fundamentais para reduzir os impactos de um tipo de ataque que continua entre as principais ameaças ao ambiente digital em todo o mundo.
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