
Cédulas de dólar se valorizam em meio a incertezas comerciais e geopolíticas (Foto: Instagram)
O dólar comercial iniciou a sexta-feira (17/7) com uma leve alta, sendo negociado próximo a R$ 5,12. Os investidores continuam atentos aos desenvolvimentos do impasse comercial entre Brasil e Estados Unidos e às tensões geopolíticas no Oriente Médio.
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O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), também começou o dia em alta, recuperando parte das perdas do pregão anterior. Na abertura, o índice subia cerca de 0,16%, alcançando 174,1 mil pontos, após a reação negativa do mercado à confirmação do tarifaço de 25% imposto pelos EUA sobre produtos brasileiros.
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Na manhã desta sexta-feira, o cenário nos mercados internacionais é de cautela. Os futuros das bolsas americanas estão sem direção definida, devido às preocupações com os efeitos do conflito entre EUA e Irã na economia global e à espera por novos resultados corporativos nos Estados Unidos.
No mercado de câmbio, o índice DXY, que avalia o dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, apresentava uma leve alta de 0,05%, atingindo 100,78 pontos, sinalizando uma pequena valorização da moeda americana no exterior.
Na Bolsa brasileira, as ações da Petrobras se recuperavam das perdas da véspera, subindo mais de 2% no início do pregão, acompanhando a forte alta do petróleo no mercado internacional. Os papéis da Vale e dos principais bancos estavam perto da estabilidade, com ligeiras quedas.
O petróleo é o grande destaque desta manhã de sexta-feira. O barril do Brent subia cerca de 3,2%, sendo negociado próximo de US$ 87, enquanto o WTI avançava mais de 3,5%, ultrapassando os US$ 81 por barril. A commodity é impulsionada pelas preocupações com a oferta global, devido à redução do tráfego marítimo no Estreito de Ormuz, uma rota crucial para o transporte de petróleo e gás natural.
O mercado também está atento à agenda econômica do dia. Nos Estados Unidos, investidores analisam os dados recentes de inflação e atividade econômica divulgados durante a semana, enquanto no Brasil, os possíveis impactos do tarifaço americano sobre as exportações e a trajetória do dólar nos próximos pregões continuam no radar.
Espera-se que o noticiário internacional continue a influenciar o humor dos investidores ao longo do dia. Além do cenário geopolítico, qualquer sinalização sobre a implementação das tarifas americanas ou sobre os próximos passos do Federal Reserve (Fed) poderá afetar o comportamento dos mercados durante o pregão.



