
Notas de dólar americano: estabilidade cambial com cotação em R$ 5,08 (Foto: Instagram)
O dólar comercial encerrou praticamente inalterado nesta quarta-feira (15/7), cotado a R$ 5,08. Enquanto isso, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), registrou uma queda de 0,36%, finalizando o pregão com 176 mil pontos.
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O dia foi caracterizado por uma baixa volatilidade nos mercados, seguindo o alívio trazido pelas informações sobre a inflação ao consumidor (CPI) dos Estados Unidos divulgadas na terça-feira (14/7). Nesta quarta, os investidores reagiram a outro indicador positivo: o Índice de Preços ao Produtor (PPI) americano caiu 0,3% em junho, representando a maior queda mensal em 14 meses, reforçando a visão de desaceleração das pressões inflacionárias no país.
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O resultado fortaleceu as expectativas de que o Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos EUA, poderá adotar uma postura menos rígida nos próximos meses, ainda que os dirigentes da instituição continuem cautelosos quanto aos efeitos do petróleo e das tensões geopolíticas na inflação.
BOLSA SEM GRANDES MOVIMENTOS
No pregão da Bolsa brasileira, o dia foi relativamente calmo. Entre as ações mais negociadas, as variações foram pequenas. A maior queda entre os papéis mais líquidos foi da Axia (AXIA), que caiu 4,20%, enquanto a Gerdau (GGBR4) subiu 3,57%. As ações da Ambev (ABEV3) terminaram o dia em baixa de 1,52%.
Nas blue chips, Petrobras, Vale e os principais bancos apresentaram leves variações ao longo do pregão, sem grande impacto sobre o desempenho do índice.
O comportamento do Ibovespa também refletiu a cautela dos investidores antes da divulgação dos dados de vendas no varejo dos EUA, programada para esta quinta-feira (16/7). Este indicador é acompanhado de perto pelo mercado, pois fornece pistas sobre o ritmo da atividade econômica americana e os próximos passos da política monetária do Fed.
DÓLAR PERDE FORÇA NO EXTERIOR
No mercado de câmbio, o dólar enfraqueceu frente às principais moedas internacionais. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana em relação a uma cesta de seis moedas fortes, caiu 0,41%, para 100,52 pontos.
A queda foi impulsionada principalmente pelos dados mais favoráveis da inflação americana. Pela segunda sessão consecutiva, os indicadores de preços ficaram abaixo das expectativas do mercado, diminuindo a pressão por novas altas de juros nos EUA.
Para Rebecca Nossig, analista de investimentos da Nomad, a estabilidade do dólar reflete uma dinâmica de "lateralização defensiva".
"A moeda norte-americana encontrou forte suporte técnico frente ao real, descolando-se do amplo enfraquecimento global da moeda estadunidense, que foi impulsionado pela consolidação desinflacionária nos Estados Unidos após leituras brandas de preços. A moeda brasileira, contudo, figurou entre as de pior desempenho relativo no pregão global, ancorada por vetores internos", afirmou.
Rebecca acrescentou que o avanço do real foi "inteiramente contido pelo agravamento das tensões comerciais com Washington, após o colapso nas negociações bilaterais e o iminente tarifaço americano sobre as exportações nacionais".
PETRÓLEO CONTINUA EM ALTA
O preço do petróleo voltou a subir nesta quarta-feira, ainda sustentado pelas preocupações com o cenário geopolítico no Oriente Médio.
O barril do tipo Brent, referência internacional, subiu 0,26%, encerrando o dia cotado a US$ 84,95. Já o WTI avançou 0,33%, para US$ 79,60 por barril.
Apesar das recentes leituras mais favoráveis para a inflação americana, os investidores continuam atentos aos desdobramentos do conflito envolvendo Estados Unidos e Irã e seus possíveis impactos sobre a oferta global de petróleo.
WALL STREET
Em Nova York, os principais índices fecharam sem direção única. O S&P 500 avançou 0,38%, o Dow Jones subiu 0,29% e o Nasdaq 100 recuou 0,28%.
As bolsas americanas foram beneficiadas pelos dados de inflação mais fracos e pelo início positivo da temporada de balanços do segundo trimestre, embora investidores tenham adotado postura mais cautelosa à espera dos próximos indicadores econômicos dos EUA.
"O pregão desta quarta-feira foi marcado por um claro descolamento entre o Brasil e o mercado internacional. Enquanto Wall Street encontrou suporte em um índice de preços ao produtor (PPI) mais fraco do que o esperado, reforçando a percepção de que as pressões inflacionárias nos Estados Unidos seguem perdendo força, o Ibovespa permaneceu pressionado por fatores domésticos e pelo aumento das incertezas envolvendo a relação comercial entre Brasil e EUA", analisou Fabio Louzada, economista da B7 Business School.



