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quarta-feira, setembro 16, 2026

Dólar cai 0,44% e Ibovespa sobe 0,37% com alívio nas previsões de juros

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Dólar recua e Ibovespa avança em sessão morna (Foto: Instagram)

Nesta sexta-feira (3/7), o dólar opera em queda de 0,44% frente ao real, sendo cotado a R$ 5,18. Ao mesmo tempo, o Ibovespa iniciou o dia em alta, registrando um avanço de 0,37% às 10h30, alcançando 173,4 mil pontos, o principal índice da Bolsa brasileira (B3).

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A sessão de hoje é considerada morna para os mercados de câmbio e ações, devido ao feriado do Dia da Independência nos Estados Unidos, que foi antecipado para esta sexta-feira, reduzindo a liquidez nos pregões locais.

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No cenário internacional, há um duplo alívio. A guerra entre Estados Unidos e Israel perdeu força como fator decisivo para os investimentos, após um acordo provisório entre os países. Além disso, dados mais fracos do mercado de trabalho americano diminuíram as expectativas de uma nova alta dos juros nos EUA, embora a política monetária continue restritiva.

No Brasil, os investidores analisaram os dados da produção industrial, que caíram 0,2% em maio, contrariando a expectativa de um aumento de 0,2%. Este é o primeiro recuo do ano na comparação mensal, interrompendo quatro meses consecutivos de crescimento.

Os setores voltados ao mercado externo tiveram desempenho majoritariamente negativo, com destaque para derivados de petróleo e biocombustível (-6,1%), indústria extrativa (-4,0%) e produtos de madeira (-0,6%), que apresentaram algumas das maiores quedas.

Matheus Pizzani, economista do PicPay, atribui o desempenho negativo a uma possível correção estatística após o forte crescimento do mês anterior, já que o cenário internacional ainda favorecia essa classe de produção, especialmente no caso do petróleo.

Vitor Kayo, da Nomad, acredita que o resultado abaixo do esperado indica um fôlego mais fraco da indústria após um início de ano aquecido. "Ainda é cedo para afirmar que há uma mudança de trajetória, pois o setor vinha de uma sequência positiva e algumas quedas, como a de derivados de petróleo, são em parte uma reversão de altas anteriores", explica. "O resultado não altera o quadro geral de uma atividade econômica resiliente, sustentada por estímulos fiscais e creditícios em ano eleitoral, o que reforça a cautela do Banco Central em relação ao processo de desinflação."

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