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quarta-feira, agosto 26, 2026

União Europeia acusa Meta de estimular uso compulsivo de redes sociais por jovens

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A Comissão Europeia concluiu, em avaliação preliminar, que a Meta pode ter violado a Lei de Serviços Digitais (DSA) ao utilizar recursos considerados capazes de estimular o uso compulsivo do Instagram e do Facebook, especialmente entre crianças e adolescentes.

Segundo o órgão regulador, ferramentas como rolagem infinita, reprodução automática de vídeos, notificações constantes e algoritmos de recomendação altamente personalizados favorecem um comportamento de uso contínuo, mantendo os usuários conectados por mais tempo e aumentando o engajamento nas plataformas.

Caso a investigação confirme as conclusões após o período de defesa da empresa, a Meta poderá ser multada em até 6% de sua receita global anual. Considerando o faturamento registrado pela companhia, a penalidade pode ultrapassar US$ 12 bilhões.

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De acordo com a Comissão Europeia, os mecanismos adotados pelas redes sociais exploram vulnerabilidades psicológicas, priorizando a retenção de atenção e o lucro em detrimento da saúde e do bem-estar dos usuários.

A investigação também aponta que a empresa teria ignorado informações internas sobre o comportamento de adolescentes, incluindo o uso excessivo das plataformas durante a madrugada. Além disso, o relatório afirma que a Meta não adotou medidas suficientes para reduzir os riscos associados a recursos como Reels e Stories, apontados como fatores que podem incentivar padrões de consumo considerados prejudiciais.

Os reguladores europeus avaliaram ainda que as ferramentas atualmente oferecidas para controle do tempo de uso são insuficientes. Segundo a Comissão, os alertas podem ser facilmente ignorados pelos jovens, enquanto os controles parentais são complexos e de difícil utilização para muitas famílias.

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Diante desse cenário, a União Europeia determinou que a empresa promova mudanças estruturais em seus aplicativos. Entre as medidas propostas estão a desativação, por padrão, da rolagem infinita e da reprodução automática de vídeos, a criação de mecanismos de pausa mais eficazes e a reformulação dos sistemas de recomendação para reduzir estratégias voltadas à retenção prolongada dos usuários.

A Meta ainda poderá apresentar sua defesa antes da decisão final da Comissão Europeia.

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