A doença renal crônica (DRC), responsável pela morte do dramaturgo Benedito Ruy Barbosa aos 95 anos, é uma condição progressiva que reduz a capacidade dos rins de filtrar o sangue e eliminar substâncias tóxicas do organismo. Por apresentar poucos sintomas nas fases iniciais, o problema costuma ser identificado apenas quando já está em estágio avançado.
De acordo com um estudo publicado na revista científica The Lancet, cerca de 788 milhões de pessoas convivem com a doença em todo o mundo. Em 2023, aproximadamente 1,48 milhão de mortes foram atribuídas à DRC, que afeta cerca de 14% da população adulta.
Entre os primeiros sinais que podem indicar a perda da função renal está o cansaço constante. A fadiga ocorre porque a redução da atividade dos rins favorece o acúmulo de toxinas no organismo, comprometendo o funcionamento de diversos sistemas do corpo.
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Com a progressão da doença, os rins deixam de desempenhar adequadamente seu papel de filtrar o sangue, controlar o equilíbrio de líquidos e regular minerais essenciais. Em casos mais graves, o paciente pode desenvolver insuficiência renal, passando a depender de diálise ou de um transplante de rim. A condição também aumenta o risco de doenças cardiovasculares.
Além do cansaço persistente, especialistas alertam para outros sintomas que merecem atenção, como alterações na frequência ou na aparência da urina, presença de espuma ou sangue, inchaço nas pernas, pés, tornozelos, mãos ou rosto, dificuldade para controlar a pressão arterial, perda de apetite, náuseas, vômitos, coceira na pele, ressecamento cutâneo, alterações no hálito e dificuldades de concentração.
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Como a doença costuma evoluir de forma silenciosa, exames periódicos são considerados fundamentais, especialmente para pessoas com fatores de risco, como hipertensão arterial, diabetes, obesidade, histórico familiar de doença renal ou idade avançada.
A prevenção passa pelo controle da pressão arterial e da glicemia, alimentação equilibrada com redução do consumo de sal e alimentos ultraprocessados, prática regular de atividade física, hidratação adequada e uso de medicamentos apenas com orientação médica, evitando substâncias que possam comprometer a função dos rins.
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